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O poder da Palavra – Célia Ribeiro

poder da palavras

O PODER  DA  PALAVRA

“De uma só boca, procede a bênção e a maldição” (Tg 3,10). As palavras são como sementes, que caindo em uma terra boa, encontram condições favoráveis, germinam, crescem e frutificam. São dois os seus frutos: bênção ou maldição. Elas destroem ou constróem a vida e qualquer pessoa; “vede como a fagulha põe em brasas tão grande selva” (Tg 3,6). Tem  o poder de encorajar ou abater, despertam a alegria ou levam a angústia, podem alimentar ou anular a ação do demônio.

Palavras desmedidas, duras, mal medidas,  desprovidas de misericórdia, causam a destruição de lares, filhos são abandonados, travam-se grandes conflitos na família e  no trabalho, amizades são interrompidas, porque “a palavra dura suscita a ira” (Prov.15,1). Sempre causam algum tipo de destruição. Nada tem um maior poder de influenciar. Uma série de situações indesejáveis poderiam ser evitadas se tivéssemos mais cuidado com o que falamos, pois: “pelas nossas palavras seremos justificados e pelas palavras serás condenado” (Mt. 12,36).O salmista Davi, conhecia bem o poder das palavras. Temia falar irrefletidamente, evitando pecar pela maledicência, ou, amaldiçoar os outros. Para precaver-se pediu a Deus com sinceridade: “Põe guarda Senhor, à minha boca; vigia a porta de meus lábios” (Sl. 141,3). Não queria que suas palavras fossem motivo de desgraça, preferia ficar calado a ofender alguém, pois sabia que tanto podem aproximar como afastar as pessoas. No livro de Samuel encontramos uma descrição de Davi: “e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras , e de boa aparência, e o Senhor é com ele” (Sm. 16.18).

Vimos em Tiago 3,10, que “de uma só boca procede, a bênção e a maldição”, então, se as palavras que proferimos podem constituir maldição, ela tem igualmente o poder de abençoar: “não saia de vossa boca, nenhuma palavra torpe, unicamente a que for boa para edificar, conforme a necessidade. E assim transmita graça aos que a ouvem.” (Ef. 4,24). Palavras produzem bênção, incentiva, apoia, traz sucesso realmente: “as palavras são mais doces do que o mel” ( Sl, 126, 19-16).

Paulo ao escrever para os Filipenses, disse “Tudo posso naquele que me conforta” (Fl. 4,13), fazendo uma confissão de vitória, de bênçãos, para milhões de pessoas. Deus nos chamou para abençoar a todos, sempre: “abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.” ( Rom 12,14). Nossas palavras tem o poder de criar situações favoráveis e não estamos com isso, endossando a prática do pensamento positivo. Abençoar alguém é antes  de tudo um ato de fé: “Pela fé, Isaac abençoou Jacó e Esaú” (Heb. 12, 20).Benção é a declaração profética do bem de uma pessoa, crendo que Deus confirmará nossas palavras. Ë pedir ajuda aos céus, em benefício nosso ou de alguém: “a quem tu abençoares será abençoado” (Num 22,6). Deus quer que sejamos os canais de bênçãos para as pessoas. Logo ao acordar, devemos abençoar nosso dia, profetizar um dia cheio de vitória para a nossa vida, o meu dia, será melhor, tudo acontecerá de bom para mim e todos aqueles que entraram em contato comigo. As bênçãos serão derramadas em abundância. Quando criticamos, murmuramos, brigamos, estamos amaldiçoando, portanto abrindo caminho para o inimigo, pois ele apresenta planos, idéias, projetos, que provocam situações favoráveis para que o demônio possa atuar.

 Maldição é o autorização dada ao demônio par alguém que exerce autoridade sobre o outro, para causar dano à vida da pessoa amaldiçoada. Na maioria das vezes, não temos consciência de estar passando-lhe esta autorização. Em geral fazemos isto diante de um prognóstico negativo, popularmente falamos: “rogar pragas”. A maldição é a prova mais contundente do poder das palavras. Quando a pessoa prevê coisas negativas, ela é responsável pelos acontecimentos na vida de uma pessoa, levando-a a agir fora dos propósitos de Deus. De uma maneira geral as maldições são feitas nos momentos de raiva, de descontrole emocional, de um desejo frustrado queria fazer alguma coisa e não pode fazer, não alcançou seus objetivos. As palavras se cumprem, somos  responsáveis por elas e porque desconhecemos o seu poder que vivemos amaldiçoando todos aqueles que nos rodeiam, inclusive o emprego de onde recebemos o salário, ou nossos negócios, chamando para nós o que existe no inferno. É temerário amaldiçoar porque as maldições podem causar obsessão ou possessão demoníacas.

Obsessão é a presença de demônios em determinados ambientestornando-os carregados,  pesados, pois eles assediam as pessoas que vivem ou freqüentam esses lugares. Pessoas e espíritos convivendo em um mesmo ambiente. Fazem pressão, e, muitas vezes, levam a depressão, mas, esta invasão só ocorre, porque foi permitida por certos tipos de palavras que os atraíram. Em lares onde se falam palavras que já tem o caráter de maldição, ou onde as pessoas vivem brigando, falando mal dos outros, são focos do demônio, como o são as regiões de boemia,  prostituição, crimes, drogas, etc… Pessoas que vivem se queixando de doenças, problemas, cansaço ou dizendo: peste, atentado, safado, também dão lugar a opressão demoníaca. Deus não nos criou para vivermos oprimidos e derrotados, Ele tem um propósito para cada pessoa, dá-nos a capacidade, precisamos conhecer o quê “Deus nos dá gratuitamente”( 1 Cor 10,12). Devemos sempre pronunciar palavras positivas, amorosas, de fé, confiança, amor, pois elas liberam o poder de Deus para desfazer a opressão. Jesus veio para “destruir as obras do demônio” (1 Jo 16,8).Se a opressão é a presença de demônios fora da pessoa, a possessão é a presença de uma ou mais demônios dentro da pessoa. A opressão opera de fora para dentro, a possessão de dentro par fora. Possessão é a pior conseqüência das maldições. Quando os demônios controlam uma pessoa, temos um caso de possessão. Possuída pelo demônio, ela passa por situações de vexame, criando problemas para os amigos e familiares, às vezes, tentam acabar com a própria vida, e, o conseguem, porque são os demônios que falam e agem por ela. Em Mc. 5, 15, encontramos a história de um jovem que andava pelos montes, ferindo seu corpo, com pedras. Depois que Jesus o libertou dos espíritos, ele foi encontrado, sentado, vestido decentemente em seu perfeito juízo.Conhecemos a história da figueira que Jesus amaldiçoou. Jesus estava com fome, foi procurar frutos na figueira e nada encontrou, só folhas. E então ele disse: -“Nunca jamais alguém coma um só fruto de ti.” ( Mc 11,14). No dia seguinte, a figueira estava seca, dos brotos até a raiz. Por que foi que Jesus fez aquilo? Ele amaldiçoou porque estava coberta de folhas, tinha a aparência de bênçãos e fertilidade mas estava estéril. Se não tivesse frutos que não produzisse folhas. No ciclo das árvores, após uma safra de produção, vem a queda das folhas, para que ela possa preparar-se para outro ciclo de produção. É isto que Deus quer de nós, frutos, não folhas. Ele a amaldiçoou também para mostrar aos discípulos, a importância das palavras e soubesse o poder que elas tem, porque logo a seguir, ele acrescentou: – “E se alguém disser…”Palavras podem secar uma planta, mudar uma vida, portanto não podemos amaldiçoar, ninguém, nem a nós mesmos. Quem vive se amaldiçoando, não pensa duas vezes para fazer o mesmo com os outros. Há pessoas que tem o prazer doentio de depreciar os outros, por causa da aparência. Não é a aparência que determina a aceitação de uma pessoa por  Deus, pois Ele “olha apenas o nosso coração” (Sl 16,7) pois foi Deus que fez o homem e a mulher “pois somos feitura de Deus” (Ef 2,10).Muitos só vêem os defeitos, nunca as qualidades. Críticas podem causar mal estar ou reações inesperadas. Alguns jovens riram do profeta Eliseu perturbando-o muito. A atitude dos moços era desprezível, a cena humilhante. Lá estava um homem simples, inofensivo, sozinho, e, um bando de rapazes a criticá-lo a atormenta-lo. Em certo momento ele ficou com raiva, parou, olhou para trás e em um ato de defesa os amaldiçoou. Na Bíblia não está escrito o que ele disse e em qual foi a maldição que jogou sobre os jovens, mas diz o que aconteceu logo após: inesperadamente apareceram duas ursas e mataram quarenta e dois rapazes. Poucos conseguiram fugir. Um final violento e inesperado foi o resultado das palavras críticas dos rapazes.Todos nós de uma forma ou de outra, já amaldiçoamos alguém, algum dia: “Pois tu sabes que muitas vezes, tens amaldiçoado aos outros” (Eco. 7,22). Devemos abençoar para conduzir as pessoas, dando-lhes a proteção amorosa de Deus. Está escrito: “Abençoai e não amaldiçoeis” (Rom 2,14). Ora “a língua é fogo, ela põe em chamas toda a carreira da existência humana” (Tg 3,6). Estas palavras devem ser levadas a sério, principalmente pelos pais, educadores, por aqueles que cuidam de alguém, pois se tornam uma transmissão de heranças espirituais.Heranças espirituais são maldições ou bênçãos que podem ter passado para nós, numa relação espiritual entre os pais e os filhos: “Visitarei a iniqüidade dos pais nos filhos até a quarta geração daqueles que me aborrecem”(Ex.20,5). As maldições nos sobrevieram, mas Deus as quebrou em Cristo: “Cristo sofreu em nosso lugar” (1Pd. 2,21). Ele não precisava sofrer e “padecer pelos outros”, estes outros ”que somos nós, eu,  você e nossas famílias: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores, levou sobre si” ( Is 53,4). Paulo nos diz: “Tendo cancelado o escrito da dívida que era contra nós e que constatava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu inteiramente, encravando-o na cruz”(Col 2,14). Toda dívida contra nós, significando maldição, iniqüidade, enfermidade, vícios, heranças espirituais e genéticas, que possam Ter sido transmitas, foram canceladas na cruz. Toda maldição que foi lançada contra nós, caiu sobre Ele, é por isto que, qualquer que seja sua árvore genealógica e sua herança, se você está em Cristo, você poderá ser livre delas, porque possui o direito, a liberdade de não receber mais as conseqüências das maldições em sua vida. É preciso crer e receber a visão e o desafio de Deus, se apropriar das promessas que fez através da Bíblia.“Espíritos de Violência”, de ”destruição de casamento” ou espíritos de vício”, todas maldições foram quebradas e você está agora, livre de todos as ações e conseqüências delas.  No Livro de Deuteronômio, encontramos Deus dando ao seu povo da velha aliança, a escolha entre viver debaixo das bênçãos ou das maldições: “Guardai-vos, não vos esqueceis da aliança do Senhor, vosso Deus… Porque o Senhor teu Deus, é Deus zeloso” ( Dt 4.23-24).Na fidelidade àquele pacto, estariam as bênçãos de Deus, porém se esqueceram das condições daquela aliança, iriam colher as conseqüências: “Guarda, pois, os seus estatutos e  os seus mandamentos, que te ordeno hoje, para que te vá bem a ti, e a teus filhos depois de ti, e para que o Senhor teu Deus, te dá para todo o sempre”.( Dt. 4,40)O Senhor estabeleceu a bênção e a vida para o homem e seus filhos, para obedecer seus mandamentos e honrá-los. Os patriarcas guardaram as alianças de Deus em suas vidas e colheram o resultado das promessas, quem quebrou a aliança e a palavra de Deus, colheu a maldição em suas vidas.A esposa de Jacó, Raquel, saiu da terra e da casa de seu pai, levou os “ídolos do lar”, Labão, seu pai, se enfureceu contra Jacó, por isto. Jacó amaldiçoou a quem estivesse com aqueles ídolos. Mesmo não descobrindo com quem eles estavam, Deus sabia, e aquela palavra de maldição caiu sobre ela, vindo a morrer depois: “Não viva aquele com quem os encontrar ” ( Gen 31: 32-35). Raquel se tornou vítima da maldição de Jacó e faleceu ao dar a luz ao seu filho Benjamim (Gen 35. 16-18).Quantas vezes, não entendemos o porque de certos acontecimentos que  vem sobre nós? Nem sempre a maldição acontece na hora, às vezes, ela sobrevem meses ou anos depois . A vida de Raquel foi difícil. Eu casamento foi conturbado, e seu pai referiu sua irmã na hora das núpcias, vindo apenas uma semana depois, sua própria voz, sendo portanto a Segunda esposa de Jacó. Depois do casamento descobriu que era estéril, por isto, seu marido apegara-se a Lia, a primeira esposa. Raquel não confiou em Deus, recorreu a “simpatias da época, buscou as “mandágoras” encontradas por Rubem, filho de Lia ( Gen 30:14). Por todo este comportamento vemos u caráter incrédulo, idólatra e supersticioso. Por isso, a maldição de Jacó a alcançou.Temos outros exemplos, como as mulheres de Gerar (Gen 20:18); Sara ( Gn 16,1); Rebeca ( Gen 25,21); Ana ( 1 Sm 1,2); Isabel (Lc 1,7), eram mulheres justas e aparentemente não haviam maldições familiares em suas genealogia. Mas, o que houve, foi uma resistência, por parte do diabo, para impedir que gerassem filhos porque eram mulheres de Deus, e provavelmente seus filhos, seriam profetas. Logo o inimigo tentava detê-los, ainda no útero de suas mães. Através de todas aquelas crianças, Deus visitava seu povo, trazendo libertação , cura e sua palavra profética.Um dos princípios que precisamos entender que opera no mundo espiritual é este: “A maldição sem causa não se cumpre” (Prov. 26.2). Sempre haverá por trás daquelas maldições que alcançaram êxito, uma situação legítima, ou então, deve ter, ocorrido algum fato que levou a parte sofrida a proferir aquelas maldições. Elas não alcançarão seu destino, se houver justiça e integridade por parte de quem as recebeu. É o caso de Israel em Num 23:8. Balaão o profeta falso e agourento quis amaldiçoar mas Deus não permitiu. O senhor transformou a maldição em bênçãos. Deus disse “Contra Jacó, não vale encantamento”( Nm. 23:23) porque o Espírito Santo via Israel debaixo da graça da aliança e não por suas próprias obras. O que cria o espaço para a maldiçao são obras de injustiça que as pessoas praticam. Normalmente as maldições são lançadas, devido aos conflitos, brigas, contendas e discórdias. Jesus disse que devemos acertar as contas no caminho (Mc 15,23-26). Não diz que se fizermos algo contra nosso irmão mas “se lembrares que teu irmão tem algo contra ti” ( Mt 5, 23-25) que precisamos nos reocupar se ele tem algo contra nós, porque poderá estar nos prendendo e nos amaldiçoando em seu coração, criando cadeias e pressões para nossas vidas. A discórdia, o ressentimento, a amargura e o ódio  que ele possa Ter poderão ser a brecha que Satanás, precisa para nos atingir. Até suas palavras e maldições poderão ser a verbalização das setas diabólicas para atingir nossas vidas e se não estamos protegidos pela palavra de Deus e pelo sangue de Jesus, estas maldições poderão nos atingir. Quantas pragas são lançadas sobre os outros em momentos de contradição? São os “dardos” de Efésios ( Ef. 6,16), “as setas que voam de dia” ( Sl. 91,5).Quanto mais uma pessoa está próxima do reino das trevas, mais suas palavras são usadas pelo inimigo para materializar o mal. Tudo o que Deus faz é opor meio de palavras e o inimigo também. Quando houver situações de dificuldades ou somos perseguidos por nossos inimigos, Jesus nos ensina a abençoá-los: “Bendizei e orai pelos que vos caluniam” ( Lc. 6, 28). Se abençoamos os nossos inimigos e os colocamos nas mãos de Deus, Ele irá fazer o que lhe aprouver, porém, se amaldiçoá-los, estaremos liberando “os espíritos”, “as serpentes”, e os “escorpiões”( Lc. 10,5) e o reino das trevas prosperará.Verbalização é o agente da materialização, e é através das palavras, que o mundo espiritual ganha força e permissão para agir. Este princípio se torna mais fácil e legítimo, quando as palavras provém de pessoas com autoridade sobre nós, pois tem o poder de emitir bênção ou maldição. Jesus coloca em Mateus, que o primeiro mandamento com promessa  “é honrar pai e mãe”. Quem honra seus pais, recebe deles a bênção, se os amaldiçoa, a maldição. Pelas paliaras dos pais, será determinado o futuro dos filhos. Jesus disse: “Seja feita a sua vontade”( Mt. 8,13). Os pais são responsáveis para formar o coração de seus filhos. A maior maldição que uma pessoa pode receber, é ouvir de seus pais: “Você não vale nada”. Esta pessoa passará a não ter “auto-estima”, não valer nada para si mesmo, porque seus pais imprimiram neles este sentimento.Todo cuidado com as paliaras é pouco, pois, uma vez proferidas, não podem ser recolhidas. A língua desenfreada que fala o que pensa, pode causar danos terríveis, o futuro de uma pessoa está totalmente comprometido em decorrência do mal uso da língua: “A morte e a vida estão no poder da língua”(Prov. 18,21).  As pessoas que desconhecem o poder das palavras, vivem amaldiçoando tudo, amaldiçoam o salário, o emprego, o governo, a família, os amigos, os filhos, Vivem repetindo: – O meu salário não dá para nada!– O governo não presta!– Meus filhos são preguiçosos e desobedientes!– Minha amiga tem inveja de mim!

   E muitas outras coisas são ditas impensadamente, depois não sabem porque vão de mal a pior.

   Somos ensinados a evitar conversas vãs, profanas: “as más conversações corrompem os bons costumes”( 2 Tm 15,33) e “os que dela fazem uso passarão a impiedade ainda maior.”( 2 Tm 2,16) Não convém, portanto, certos tipos de conversas ( Ef 4,29) pois “do fruto da boca, o coração se farta. Do que produz os lábios se satisfaz”. ( Prov. 18,20) e “amou a maldição, ela o apanhou. Não quis a bênção, que a bênção se afaste dela” ( Sl. 10,17). Na palavra das dez minas o determinou seu julgamento: – “Servo mau, por tua boca servo mau se acovardou pelas suas palavras, sua boca servo mau se acovardou pelas suas palavras, sua boca te condenarei.” ( Lc 19,21). No julgamento de Jesus, o povo respondeu a Pilatos: “Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos” (Mt 27,24). A história mostra o que aconteceu com os judeus. Vivem em guerra, há sempre derramamento de sangue, mortes, assassinatos, atentados e exílio. A razão deste estado pode Ter origem nas palavras que proferiram contra eles mesmo, quando não conheciam o valor das palavras pois: “a língua contamina o corpo inteiro” ( Tg 3,6) ou “o que sai da tua boca, isso contamina o homem” ( Mt 15,11).  Dirigentes religiosos tem muita responsabilidade ao falar, uma maldição de um líder poderá destruir totalmente uma família. Do ponto de vista bíblico, são agentes de Deus na terra: “Somos embaixadores no reino”(II Cor 5.20). Palavras de vida e de morte estão em seus lábios. Por causa da ligação espiritual que há entre um líder e uma pessoa, existe um canal aberto ao mundo espiritual entre eles, para que sejam exaltados as verdades espirituais. E este canal deve ser usado para a bênção e o crescimento espiritual, nunca para destruir. Paulo disse: “Se alguém destruir o Santuário de Deus, Deus o destruirá”. ( I Cor. 3, 12)  Deus nos deu proteção espiritual ( I Jo 2.27) ( I Cor 2, 16). 

TEXTO COMPILADO DO LIVRO ESCRITO POR CÉLIA RIBEIRO: “O PODER  DA  PALAVRA”.
                                                                                                                                                                                                                               

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