Os remanescentes da Babilônia – Adriana Fonte

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Remanescentes da Babilônia

Edificação
Remanescentes da Babilônia

A 1ª epístola de Pedro, foi escrita provavelmente perto do fim de sua vida, por volta de 60d.c., enquanto visitava Babilônia. Interessante que alguns teólogos entendem que a palavra “Babilônia” referia-se a Roma, pela distorção da Palavra de Deus que era feita na época, por motivos políticos regionais. Esta referência nos remete ao livro de apocalipse cap.17 e 18.

Este livro apresenta verdades fundamentais sobre a fé cristã, escrita para convertidos espalhados e dispersos por diversos países em redor da Palestina, contudo vamos traçar um paralelo entre estes cristãos e os remanescentes da nossa “Babilônia” atual.

O que mais assola nossas igrejas e aos que permanecem na fé, tem sido o sofrimento. Este livro trata principalmente a respeito da vitória sobre o sofrimento (I Pe 1:1, 2), a perseverança quanto a permanecer na verdadeira doutrina (I Pe 1:3-12).

O triunfo sobre o sofrimento é a chave desta epístola e de nossas vidas cristãs, daí a sua importância. Como Cristãos temos o dever de permanecer em santidade (I Pe 1:13-25), independente das circunstâncias, pois a eleição divina é para a obediência. Abdicando-nos de sermos amantes de coisas corruptíveis como prata e outro (I Pe 1:18), mas permanecendo na caridade fraternal não fingida, amando ardentemente uns aos outros com um coração puro. Enfatizando o amor fraternal, sem interesse, não fingido acima de todas as coisas, mesmo em ambiente e convivência não favorável a isso.

Mas é exatamente nestas ocasiões que devemos levar o diferencial e destacar em nosso testemunho a fidelidade à doutrina cristã. No capítulo 2, vemos o desígnio da doutrina Cristã nos exortando a deixar toda a malícia, engano, fingimentos, invejas, murmurações (I Pe 2:1), desejando o leite racional não falsificado, para que por eles vades crescendo (I Pe 2:2).

Traçando um paralelo entre o mundo daquela época e os dias de hoje, podemos reportar esta epístola aos cristãos remanescentes e resgatados da fase da “teoria da prosperidade” que assolou e infelizmente ainda assola nossas igrejas.Esta falsa teoria da prosperidade causou grande distorção da Palavra de Deus, fazendo com que a mesma “Babilônia” se repetisse nos dias atuais, causando distorções em todas as partes do mundo.

Mercadores que compram em vendem dentro das sinagogas que desde primórdios Jesus Cristo vem expulsando de Sua casa (Mt 21:12, 13 e Jo 10:13), que se repete em Ap 18:3, 11,23 antecedendo a volta de Jesus foram vistos nesta “Babilônia” da época atual e teve como um de seus maiores malefícios o desvio da conduta cristã, deslocando o foco do amor fraternal, para o amor pelo dinheiro (Ec 5:10; I Tm 6:10), soberba (Sl 19:13; Sl 73:6; Pv 8:13) e ganância (I Tm 3:3-8; Tt 1:7, 11; I Pe 5:2) tão exortadas na Bíblia para que não existisse na igreja do Senhor.

Levando os cristãos a esquecer-se de suas obrigações pessoais (I Pe 2:11, 12), políticas (I Pe 2:13-17), sociais (I Pe 2:18-25) e conjugais (I Pe 3:1-7). Devemos antes ter a diferenciação dos demais, por nossas boas Obras influenciando o mundo e não ao contrário (I Jo 2:15), tapando a boca à ignorância dos homens loucos fazendo o bem (I Pe 2:15). Agindo como livres de todo o pecado, malícia, culpa, como servos de Deus, amando a fraternidade (I Pe 2:16, 17) e não sendo participantes de suas artimanhas e escárnio (Sl 1:1-3), como fiéis testemunhas de Cristo, pois Este também padeceu assim pelos nossos pecados (I Pe 2:21-24), sendo a todo tempo guiado por Este Bom Pastor (I Pe 2:25).

O mesmo deve se repetir em casa, nos lares cristãos, por meio do testemunho, das boas obras, pois estas falam muito mais alto que as palavras (I Pe 3:1). E o marido cristão dando o exemplo em bondade, não autoritário, pois foi desta forma que Cristo colocou-se como cabeça da igreja e se entregou por ela (I Pe 3:7; I Co 11:3; Ef 5:23), mesmo porque Cristo é a cabeça (líder, exemplo) de todo o varão.

Melhor é, meus amados, que venhamos a padecer fazendo o bem, do que fazendo o mal (I Pe 3:17), como fiéis testemunhas de cristo, para que no tempo que vos resta na carne, não vivamos mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus (I Pe 4:2).

Pois já está próximo o fim de todas as coisas (I Pe 4:7), e na igreja ou exercício ministerial (I Pe 4:7 a I Pe 5:7) temos que estar atentos a estas coisas para administrar aos outros o dom como recebido como bons despenseiros da multiforme graça de Deus (I Pe 4:10), para que ninguém padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios (I Pe 4:15).

Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, nos abstendo de toda soberba, servindo de exemplo ao rebanho, pois quando aparecer o Sumo Pastor, neste momento sim alcançareis a incorruptível coroa de glória (I Pe 5:3, 4), não agora neste mundo. Desta forma, sendo sóbrios e vigiando, apartando-se de toda a “Babilônia” espiritual, que cerca nossas igrejas, resistindo firme na fé, pois se nos mantivermos nesta doutrina de fé e comunhão, o próprio Cristo nos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá, para Sua própria honra e glória (I Pe 5:8-11).

Que o Espírito Santo de Deus fale mais alto do que minhas humildes palavras, nos fortalecendo a perseverar na fé, confiantes na vitória através de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Graça e Paz,

Miss. Adriana Fonte

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