O autor e doador da vida veio até nós – Bárbara Rebouças

O autor e doador da vida veio até nós

Em todo o mundo decorações coloridas e luzes cintilantes adornam ruas, avenidas, comércios e residências com motivos natalinos. Nesta época do ano é clássica a troca de presentes acompanhada por apetitosos jantares em referência a famosa ceia do natal. Ao que parece tudo permeado pelo contexto das celebrações do final de ano. Mas o que de fato é comemorado ou realmente trazido à memória como protagonista singular entre os dias 24 e 25 de dezembro? Quem ocupa o lugar de primazia nesta festa? Quem é o convidado de honra? Onde Jesus Cristo, o filho do Deus Vivo, é posto como razão única nesta data e em todos os dias do ano das nossas vidas?

Embora não exista precisão arqueológica quanto a real data do seu nascimento, o Rei Jesus é o maior presente de amor concedido por Deus a humanidade. Cristo nasceu com o único propósito de morrer por todos nós. O nascimento de Jesus revela sua perfeita humildade, pois ele não entrou no mundo vestido das glórias celestiais nem nasceu num palácio, mas numa manjedoura em meio aos animais e saiu numa cruz tendo o corpo dilacerado. Cristo ouviu que “não havia lugar para ele nascer” e bradou “está consumado” ao morrer, mas poderia ter resistido aos dois momentos e não o fez. Em obediência ao Pai cumpriu seu chamado até o fim.

O Senhor Jesus padeceu os piores martírios e manteve-se totalmente em silêncio como ovelha muda levada ao matadouro. Foi brutalmente espancado, oprimido, desprezado, insultado, padeceu sofrimentos cruéis que nenhum ser humano jamais enfrentou. Embora seja o dono de tudo, completamente inocente, tornou-se réu, sendo punido, levando sobre si a culpa de todos nós. O Senhor do universo padeceu a solidão atroz ao carregar doenças e pecados por todos os nossos desvios e iniquidades.

Jesus Cristo veio ao mundo não apenas para estar ao nosso lado, mas para ser o nosso substituto no calvário. O Rei dos reis não ostentou Sua Majestade Soberana, mas esvaziou-se assumindo a forma de servo. Sendo rico em glória, tornou-se pobre. Mesmo santíssimo, fez-se pecado. Sendo o autor e doador da vida, morreu na cruz em nosso lugar. Não pisou tapetes aveludados, mas percorreu lugares distantes, empoeirados e sujos a fim de proclamar as Boas Novas de salvação aos perdidos. Não usou um cetro de ouro, mas empunhou sobre si a dura cruz sobre o corpo e a coroa de espinhos que esfacelaram seu cérebro. Não reivindicou seus direitos, contudo, o Rei da glória humilhou-se até a morte e morte de cruz para nos conceder o perdão dos pecados, salvação e a vida eterna.

O Filho de Deus é a consumação da dádiva maior, a renúncia suprema que o próprio Deus fez em nosso favor. Ele Se doou, para que nós, pecadores, mediante a sublime Graça imerecida, recebêssemos a reconciliação com Deus Pai por meio do Seu misericordioso amor incondicional. Corresponder a este incomparável amor é, sobretudo, dizer sim ao chamado de salvação e relacionamento pessoal que todos os dias Jesus Cristo faz individualmente a você e a mim. Entregar – se ao Senhor por inteiro é desfrutar o verdadeiro natal, a cada novo amanhecer, com aquele que nasceu menino, mas ressuscitou General de Guerra vitorioso ao terceiro dia dentre os mortos. Cristo vive, reina e sem demora voltará poderoso Senhor dos Exércitos para os que decidiram segui – lo de todo coração!

O profeta Isaías afirmou o nascimento do Salvador Jesus 700 anos antes da vinda do Messias Resgatador.

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Isaías 9: 6

Bárbara Rebouças

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