Não há avisos prévios – Bárbara Rebouças

Não há avisos prévios

Que partida mais prematura e inesperada, até agora não consigo acreditar nas manchetes veiculadas na televisão e sites ao repercutir a comoção nacional em torno do falecimento do Gugu Liberato. Se milhares brasileiros estão lamentando e sentindo tanto a perda, como deve estar a família do inesquecível Gugu?

Eu, enquanto admiradora desse relevante profissional da comunicação brasileira, sinto muitíssimo por não poder retornar a vê – lo alegrando a todos que, assim como eu, cresceram assistindo sua bem sucedida trajetória a frente das câmeras. A sensação em mim é ter perdido alguém bem próximo, um amigo querido que esteve presente no transcorrer da minha infância, adolescência e fase adulta. Quantos momentos felizes ele proporcionou a incontáveis telespectadores nos quase 40 anos atuando como apresentador e jornalista?

De família originalmente humilde, filho de motorista de caminhão e mãe lavadeira, mesmo tendo alcançado sucesso, fama e fortuna, Gugu manteve-se desprovido de sentimentos maus, como orgulho e prepotência. Conforme relatos dos parentes, amigos, colegas e funcionários, ele carregava a simplicidade como essência da vida, sendo um homem avesso ao estrelismo ao tratar a todos com igualdade.

Apesar do imenso vazio e sofrimento com sua morte, a história de Gugu não acabou, ele deu a todos nós grande lição de amor e generosidade. Além da sua notória alegria e talento espetacular, Gugu deixou relevante legado de humanidade ao autorizar a doação de todos os órgãos vitais, que serão transplantados a 50 pessoas diretamente beneficiadas com a multiplicação do seu honroso gesto. Assim, ele continuará vivendo em outras vidas preciosas, um genuíno instrumento abençoador.

De fato, não há avisos prévios para a chegada da morte. Diante da realidade do deixar de respirar, não existe distinção social, faixa etária, cor da pele e nacionalidade. Com certeza Gugu jamais cogitou o término da sua existência física enquanto inspecionava, no sótão, o equipamento de ar condicionado. Ali, naquele ambiente familiar, não estava o apresentador e empresário colecionador de êxitos profissionais, um fenômeno por faturar milhões. Em casa assumia seu melhor papel, o de pai e marido preocupado em participar de assuntos normais da vida, a exemplo do conserto no ar condicionado. Após o piso do sótão ceder, o levando a despencar de 4 metros de altura, Gugu bateu gravemente a cabeça na quina da escada de ferro no andar debaixo. O pai de 3 filhos silenciou, aos 60 anos, a voz responsável por alegrar a própria família e gerações de brasileiros.

A morte de Augusto Liberato, o Gugu, levou-me mais uma vez a refletir a efemeridade da vida e, consequentemente, aprofundar sobre o sentido com que eu mesma tenho acordado todos os dias. Pra quem nós temos projetado nosso caminhar? Nosso tempo e trabalho têm sido empenhados onde? Como estaremos espiritualmente quando então encontrarmos face a face a Deus, o Criador do universo e juiz? Não podemos refutar esses necessários questionamentos.

Assim como a família do amado Gugu, centenas de outras casas choram agora pelo luto irreparável, encontram-se mergulhadas em lágrimas. Se você conhece alguém enfrentando esse momento de tristeza, levante-se e vá ao encontro dessa pessoa, se permita oferecer seu ombro amigo. O Espírito Santo pode todas as obras, a começar pelo consolo restaurador. Uma convicção inabalável carrego comigo: O Rei Jesus entrou nas entranhas da morte, arrancou seu aguilhão, matou-a e triunfou sobre ela. A grande notícia que ecoou do túmulo de Cristo é que a morte foi tragada pela vitória dEle. Cristo ressuscitou poderosamente e voltará glorioso nas nuvens dos céus, todo olho o verá. Aguardo o dia que verei no céu a luz mais forte que o sol. O céu se abrirá e o Rei Jesus descerá em majestade, força e poder buscar Seu povo fiel. Tristeza e choro não mais existirão, sofrer e morte destruídos. Exaltado Jesus reinará sobre toda terra. O Reino celestial eterno é.

“Assim como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos reviverão. Cada qual, porém, em sua ordem: como primícias, Cristo; em seguida, os que forem de Cristo, na ocasião de sua vinda. Depois, virá o fim, quando entregar o Reino a Deus, ao Pai, depois de haver destruído todo principado, toda potestade e toda dominação. Porque é necessário que ele reine, até que ponha todos os inimigos debaixo de seus pés. O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés”. 1 Coríntios 15: 22-26

Bárbara Rebouças

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