Messias mais que vencedor – Bárbara Rebouças

Messias mais que vencedor

As pessoas costumam declarar que a sexta-feira é o melhor período da semana. Dia que anuncia a folga, o lazer, o merecido descanso, tempo esse reservado após intensas horas direcionadas as inúmeras atribuições profissionais e familiares. Sobre o domingo? Já ouvi vários relatos relacionados ao primeiro dia da semana. Dizem ser prazeroso até o cair da tarde. A partir desse horário, muitas pessoas começam a surgir com sinais típicos de quem preocupa-se com a extensão das tarefas a serem executadas em função do começo da nova semana agitada.

Mas as perspectivas quanto ao fim de semana já foram carregadas de extremos cruéis, a ponto de definir a contagem A. C e D. C da humanidade. Para um grupo de homens e mulheres judeus do primeiro século, as emoções se inverteram drasticamente. Sexta-feira de dor, morte sanguinária, decepção amarga, luto pela perda irreparável. Liturgia fúnebre entre os que decidiram seguir a luz do mundo. Sem nada a comemorar, o sábado serviu para remoer a frustração devastadora, ampliar a atroz amargura considerado o fim trágico dAquele que veio estabelecer o Reino de justiça na terra.

E quanto ao domingo? Ah, esse guardou surpresas extraordinárias. O galileu, que havia sido sepultado e completava 3 dias morto, para perplexidade de toda Jerusalém, seu corpo já não estava mais inerte na sepultura. Túmulo vazio, aparições incríveis, todas advindas de uma atmosfera perfeita, a celestial. Dentro do sepulcro, anjos gloriosos anunciaram a uma das discípulas, Maria Madalena, que o Rei da vida ressurgiu triunfante, conforme ele mesmo havia anunciado aos apóstolos que haveria de regressar, dias antes de padecer na via dolorosa e ser sacrificado no madeiro.

Em paralelo ao incontestável fato consumado, mulheres eufóricas pela felicidade repercutiram o acontecimento soberano da ressurreição de Cristo. Unânimes, elas anunciaram o Verbo Criador, que em carne veio até nós, como testemunho indestrutível de si mesmo. De repente, a extensão inigualável do universo reverbera o impacto glorioso mudando para sempre o desfecho de todas as gerações. Nada mais seria como antes. Só um ato grandioso, do Deus realmente perfeito, foi capaz de perpassar o novo escrito libertador sobre os perdidos. Não só pelos nossos pecados, mas também por aqueles homens e mulheres que viveram antes dEle e, portanto, não o conheceram e, enfim, por toda a humanidade vindoura.

Cristo permanece literalmente erguido sobre a morte, mais que vencedor, e com ele toda a criação obtém livre acesso à Sua vida abundante. Eis então, diante dos homens e mulheres, o Cordeiro Santo de Deus, o aplacador dos pecados, o único que receberá a recompensa pelo Seu sofrimento na cruz por amor a mim e a você. Somos o fruto do seu penoso trabalho ao decidir entregar-se como ovelha muda conduzida ao matadouro.

A Trindade de Deus realizou o propósito eterno, coube exclusivamente ao Altíssimo manifestar a abertura do caminho, verdade e vida em favor de quem jamais, por nenhum merecimento teria a mísera possibilidade de habitar com Cristo, senão fosse a graça. Somos a causa, bem como a resposta divina. Na cruz está consumado o plano redentor. Podemos ir até Cristo sem receio de sermos rejeitados. Ele permanece pronto e preparado para restaurar, salvar toda nossa vida.

Diante do incomparável amor de Deus, nós temos um exemplo claro quanto a necessidade transformadora de dentro pra fora. O espelho aponta quando a roupa está suja e quando o cabelo está bagunçado, mas o espelho não tem condições de branquear as nossas vestes e pentear nosso cabelo. Ele mostra o que está desalinhado, mas por si só não tem condições de reparar aquilo que está fora dos propósitos de Cristo em nós. Essa obra compete exclusivamente ao Espírito Santo de Deus. É sobre chamar o Rei Jesus pra perto, é sobre convidá-lo a entrar e fazer todas as alterações necessárias, possíveis e impossíveis em nosso interior. É sobre depender unicamente dEle, dependência essa que nos fará caminhar no sobrenatural, a ponto de tornar a nossa vida semelhante ao glorioso domingo, quando as trevas foram destronadas com a poderosa ressurreição do Messias prometido, Jesus, o Emanuel. Deixemos o Rei Jesus remover as pedras do nossos sepulcros, só assim seremos um só com ele. Cristo é o único, suficiente, exclusivo e eterno Senhor e Salvador.

“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos. E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém”. Lucas 24: 46-47

“Eu sou o primeiro e o último. E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos. E tenho as chaves da morte e do inferno.”. Apocalipse 1: 17-18

Bárbara Rebouças

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