Entregue tudo e renasça – Bárbara Rebouças

Entregue tudo e renasça – Bárbara Rebouças

novembro 30, 2018 0 Por Barbara Reboucas

Entregue tudo e renasça

Eu não quero que a minha raça seja o adjetivo que define quem eu sou como ser humano. Porque esta bandeira foi levantada ferozmente na terra, sendo a causa majoritária dos horrores culminados em holocaustos e genocídios. Ao segregar povos, o homem disseminou ódio contra a si próprio. Dissociada desse contexto opressor, hoje eu sei exatamente a minha origem. Eu não sou uma mulher branca. Eu sou uma mulher cristã que possui melanina branca, com sucessivas miscigenações étnicas, tendo em vista a amplitude racial que envolve todo meu histórico familiar geracional.

Há profusão de cores no meu DNA. Minha descendência perpassa honrosamente pela beleza do negro, mulato, pardo e branco. Mas se houver um adjetivo me descrevendo, não será referente a minha raça, será de uma mulher que acredita piamente que cada palavra escrita nas Sagradas Escrituras é a verdade suprema. O conteúdo ali apresentado, nos 66 livros que correspondem o antigo e novo testamento, de Gênesis a Apocalipse, detalha minuciosamente a trajetória do Deus criador e os povos formados por Sua destra poderosa.

Sou uma pessoa reconstruída por Cristo, a cada passo do caminho no reto caminho dEle, em direção à Cidade Santa de Sião Celestial. O Senhor viu-me por detrás das malhadas, quando as nódoas encobriam minhas vestes. Foi o sangue carmesim purificador que trouxe Sua maravilhosa luz onde tudo era trevas em mim. Perdida dentro da caverna fui encontrada por Jesus. Retirada desse asqueroso lugar de morte, o Pão da vida alimentou minha alma com compaixão.

O olhar de Cristo mostrou-me ser possível desprender-me de todo fardo originado pelo pecado. Correndo lancei-me aos Seus pés semelhante a mulher que quebrou o vaso de alabastro, entregando a minha melhor oferta: o coração quebrantado diante da Sua glória. Deus atraiu-me com o perfeito amor. Sublime graça, doce unção, que salva o pecador. Fui cega e agora, posso ver, perdida e me encontrou. Mantenho minha mente envolvida nEle, com olhos fixos na eternidade. Assim tenho desejado viver todo tempo, à espera do meu amado Senhor e Cristo.

Muitos querem entrar no Reino Celestial porque afirmam acreditar em Jesus, assim como eu também, porém, não é suficiente esse argumento. Atrelada a confiança na existência de Deus é indispensável decidir ser tocado por Suas mãos mediante o reconhecimento do quão necessitados somos da graça. É vital receber a Jesus, torná-lo de fato o único, suficiente, exclusivo e eterno Senhor e Salvador, mas é preciso que Ele nos aceite também. Não basta saber quem Ele é, é preciso que Ele identifique quem somos primeiro. Se servos ou homens que insistem andar à margem do aprisco libertador.

Onde o orgulho, prepotência, vaidade e tantos outros sentimentos maus dominam, o Senhor não habita. Deus não compactua com obras desprezíveis do mundo. Contudo, ao quebrantado e contrito de espírito, aquele que humilha o coração diante do Rei Jesus, esse sim é recebido. Reconhecê-lo como o resgatador é o caminho da salvação, mas é preciso que Ele nos reconheça como perdidos que anseiam genuinamente ser salvos, libertos, perdoados, transformados por Sua santidade. Cristo já fez tudo por sublime graça na cruz. Cabe a nós agora entregar tudo e ir a Ele.

“E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e contudo não credes. Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. João 6: 35-37

Bárbara Rebouças

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