Cristo na Bíblia – Por Calvin Gardner

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Cristo na Bíblia
Por Calvin Gardner

Podemos aprender muito sobre os atributos e a obra de uma personagem bíblica observando os nomes que este recebe na Bíblia. Jesus é o tema central da Bíblia – dai a sua pessoa e obra ocuparem grande parte dela.

A maneira como a Palavra de Deus refere-se a Jesus têm muito a ver com o nosso estudo sobre a Sua pessoa e obra. Deus têm exaltado a Jesus “acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Efés 1:21). Queremos aproveitar as referências Bíblica que relatam essas qualidades para que “pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança” (Rom 15:4).

I. A SEMENTE DA MULHER- Gên. 3:15

“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

A primeira referência a pessoa de Cristo na Bíblia encontra-se em Gênesis 3:15, num contexto de profecia. O escritor de Hebreus diz que Gênesis 3:15 refere-se a Cristo como uma esperança para aqueles que caíram em pecado no jardim do Éden. A esperança é forte pois foi dito que Cristo faria a vontade de Deus sendo O Salvador. Os que primeiro caíram em pecado já podiam esperar a Satanás. Fica claro que Cristo será ferido pela descendência de Satanás quando a Bíblia diz que a semente de Satanás ferirá o calcanhar dAquele que vêm da mulher. Satanás feriu o calcanhar de Cristo, na cruz, na Sua crucificação. Cristo seria vitorioso. Deus diz a Satanás: a semente da mulher “ferirá a tua cabeça”. Isto Cristo fez quando ressuscitou (I Cor 15:57)!

A batalha de Apocalipse 12:7 começou em Gênesis 3:15 com Miguel e seus anjos combatendo o dragão e seus anjos. Satanás e a sua descendência querem acusar, cegar, perturbar, cirandar como trigo, descordar, enganar, esbofetear, impedir, laçar, opor e tentar os que são de Deus. Quando a Palavra de Deus é estudada torna-se possível ver a obra contra a descendência de Cristo nas ações de Satanás. Nos crentes precisamos resistir o maligno (Tiago 4:7), lutar contra suas hostes espirituais nos lugares celestiais (Efés 6:12), apagar os seus dardos inflamados (Efés 6:16) e ser vigilantes em relação a suas artimanhas que visam nos tragar (I Ped 5:8,9). É uma verdadeira batalha. Se você não conhece a batalha contra o pecado, é porque você ainda não renasceu. Os que renasceram têm uma nova natureza, e, essa nova natureza batalha contra o pecado que habita em nós (Rom 7:23; Gál. 5:17) e nos leva para à vitória (I João 4:4; Fil. 4:13; João 16:33; Rom 8:37).

Quando a Bíblia especifica “sua semente” fica claro que esta semente não vêm de qualquer descendência humana mas refere-se a semente que vêm da mulher. O Salvador viria através de mulher “dando à luz filhos” (I Tim 2:15) até que Deus enviou seu Filho, “nascido de mulher” (Gál. 4:4). Este veio e é nascido de uma virgem (Isaías 7:14), não contraiu a corrupção que a humanidade herda nascendo “de mulher” (Jó 25:4), proveniente do homem (Rom 5:12. Cristo veio através da mulher, e mesmo Seu corpo tendo vindo de mulher, a semente juntamente com a Sua natureza divina são provenientes de Deus, “do Espírito Santo” (Mat. 1:20; Luc 1:35).

Cristo é a semente e caiu na terra para morrer com a finalidade de dar muitos frutos (João 12:24). Cristo é realmente divino. I Pedro 1:23 refere-se a Ele como a semente incorruptível e que agora “é viva, e permanece para sempre”. Através da vida de Cristo podemos ver a relação que existe entre a glória e a aflição. Agora, Cristo têm toda a glória mas passou por todas as aflições. Sim, até mesmo a morte (Heb 2:9,10). Isso é uma lição para nós. Se a nossa vida Cristã é cheia de aflições no mundo, devemos deixar que elas operem em nossa carne a morte, para que possamos participar da glória, tendo mais da imagem de Cristo refletida em nossa vida. A pessoa de Cristo é a semente e precisou morrer para que desse fruto; para que tivéssemos vida. É necessário que morramos também a nós para que a Sua vida seja mais evidente em nós aqui na terra (II Cor 12:9,10).

Você já conhece a “semente da mulher”? Essa semente que caiu e morreu significa algo para você pessoalmente? Você já morreu a si mesmo por causa dEle? Essa mensagem precisa ser semeada aos outros. Fará você a sua parte (Sal 126:6; Ecl 11:6)?

RENOVO
Zacarias 6:12, “Eis aqui o homem cujo nome é RENOVO; ele brotará do seu lugar, e edificará o templo do SENHOR.” (Veja também Zacarias 3:8)
O nome RENOVO é uma palavra que significa em português: ramo novo, que cresce do todo de uma árvore recém-cortada, e do qual se origina uma nova árvore. (Dicionário Aurélio Eletrónico) e em hebraico, literalmente ou figurativamente, um broto (#6780, Strong’s).

Uma das principais razões para ser chamado de RENOVO é devido a distinção existente no relacionamento com aqueles que estão cortados de Deus. Os judeus, vez após vez, desobedeceram as leis que Deus estabeleceu para eles cumprissem, buscaram outros deuses, profanaram lugares santos e, em geral, esqueceram-se de seu Deus Santo e Amoroso. Em muitos casos, Deus trouxe aflições, perseguição, escravidão e pragas para que o seu povo voltasse a ter comunhão com Ele (Ezequiel 22:8-16; 36:21-32). Deus levou a Cristo dentre os que estavam cortados. Deus trouxe a Cristo dentre os Judeus, que não O receberam (João 1:11), para salvar o que se havia perdido (Lucas 19:10).

A situação dos judeus têm muito em comum conosco, os gentios, que estamos separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa (Efés 2:12). Cristo foi O homem entre a humanidade pecadora “para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Rom 1:16). Dessa forma Cristo é o RENOVO.

Se você está se sentindo cortado e separado de Deus, saiba que o meio para voltar a Deus é Cristo. “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vêm ao Pai, senão por mim.” (João 14:6)

Uma das razões pela qual Cristo é chamado de RENOVO é o fato de Ele ser novo, diferente e especial para Deus. Até chegar o tempo de Cristo Deus usava e levantava outros tais como patriarcas, juizes e profetas. Foi profetizado que Cristo viria como algo diferente; viria de Deus, sendo o próprio Deus, aquele que brotaria como “um rebento do tronco de Jessé” (Isa 11:1). Ele viria a ter o Espírito do SENHOR sobre ele, “o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR.” (Isa 11:2). Este RENOVO pede atenção, pois Ele será o juiz, conhecido como o “Renovo justo” (Jer 23:5; Apoc 19:15,16) pois ele exercerá juízo e justiça fielmente (Isa 11:4,5; Apoc 19:11-21). O reinado de justiça e de vitória será de fato no milênio (Isa 11:6-16; Apoc 20:1-6) mas, para os que conhecem a verdade, convém estarem preparados para serem julgados por ele (Heb 4:13). Ninguém é como Cristo, o RENOVO, precioso diante de Deus (Isa 53:2). Este RENOVO é especial e têm uma obra singular a fazer. Ele já se tornou especial para você? Têm produzido efeitos em você a nova vida recebida de Deus?

Outra razão pela qual Cristo é chamado o RENOVO está no fato dEle explicitar como será o seu agir. Cristo brotará do seu lugar dentre os homens e “edificará o templo do SENHOR” (Zac 6:12-13). O templo do Senhor é feito por Cristo. (As profecias geralmente têm confusão ao redor delas. Essa confusão é devida ao fato de as profecias poderem ser interpretadas de duas maneiras: literalmente ou espiritualmente. É difícil saber quando usar uma maneira ou outra. Uma regra é interpretar as profecias literalmente, se possível, e, se o contexto suportar tal interpretação. Não possível a interpretação literal então deve ser usada a interpretação espiritual. Em muitos casos as profecias podem ser interpretada literal e espiritualmente.) Cristo cumprirá a profecia de Zacarias 6:12, tanto literal quanto espiritualmente. Literalmente Cristo terá o seu templo real e terá seu verdadeiro reino durante o milênio, no futuro (Zac 6:13; Apoc 20:1-6). Espiritualmente, nós somos o templo onde Cristo reina neste presente tempo (I Cor 6:19; II Cor 6:16-18). Deste templo:

Cristo é o fundamento – I Cor 3:11 – SEJA FEITA NELE PELA FÉ!
Os ministros da Palavra são os arquitetos – I Cor 3:10 – ESCUTAI OS!
Os crentes, pela fé, são as pedras vivas – I Pedro 2:5 – SEJAM UNIDOS!
templo têm um propósito particular – I Ped 2:5 – SEJA ATIVO EM OBEDIÊNCIA!
Sendo o RENOVO Cristo também brotará e crescerá a fim de ser a “videira verdadeira” (João 15:1-8). Muitas vezes Jesus comparou a obra de Deus na terra ao homem que plantou uma vinha, (Mat. 20; Mar 12: Luc 20) sendo Deus o lavrador desta vinha. Deus têm dado uma vinha às mãos dos homens para eles a cultivarem e para que eles trabalhem enquanto é dia, para que tenha frutos (almas salvas e obras de justiça) no dia da visitação (segunda vinda). Podemos aprender com isso que há um trabalho a ser feito e só é aceito o que Ele manda que façamos (João 4:24, “em espírito e em verdade”; Mat. 28:19,20). Não convém que seus ceifeiros inventem ou manipulem o que Deus mandou que fizessem. Os ceifeiros verdadeiros só precisam obedecer (João 15:10, “Se guardardes os meus mandamento, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor.”; I Cor 4:2). Você está cultivando a vinha de Deus? Deus é seu lavrador? Você está trabalhando tendo a obediência que convém a glória de Deus?

Se Cristo é o RENOVO de Deus para nós, então somos as varas (João 15:1-8). Somos feitos varas pela Palavra de Cristo (Tiago 1:21). Nós como zambujeiros, somos enxertados para que sejamos participantes da raiz e da seiva da oliveira (Rom 11:17). Nessa posição temos uma nova natureza (II Cor 5:17). Sendo enxertados, passamos a ter novos desejos, novo fruto e nova aparência. Na verdade nós nos tornamos como a videira (Rom 8:29). Não se trata de uma reforma, porem uma regeneração (Tito 3:5) Não é uma nova filosofia, porém um arrependimento. É uma nova atitude de Deus e nosso sobre o pecado. Somos tirados de um e enxertados no outro. Tendo sido enxertados no RENOVO temos uma nova posição. Se a raiz é santa, “também os ramos o são (Rom 11:16). Diante de Deus, os ramos que estão enxertados na oliveira verdadeira, são santos e da mesma composição que Cristo (Rom 8:17). Por isso convém vivermos santos diante dos homens!

O RENOVO, que é precioso para Deus também é precioso para você? Ele têm agido dentro do teu coração? Você têm a vinha de Deus no seu coração? Está trabalhando na vinha onde Deus é o lavrador? Você está sendo fiel para com Deus, naquilo que Ele têm te dado para usar na vinha dEle? Você já têm uma nova natureza, já sabe como é ser enxertado pelo RENOVO na videira verdadeira? Está vendo a santidade que este RENOVO produz naqueles que fazem parte dEle? Os de fora podem ver a sua santidade?

III. EMANUEL – Isaías 7:14; Mateus 1:23
“e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”
“… E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco.”
Através do nome EMANUEL podemos ver alguns atributos maravilhosos da pessoa e da natureza de Cristo. A obra principal do Filho de Deus também é conhecida pelo nome Emanuel. Queremos ver Cristo na sua glória examinando este nome que é usado tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento.

O primeiro fato que nos chegado nome EMANUEL é devido a sua natureza e pessoa: a Sua divindade. O nome Emanuel significa, “Deus conosco”, o que a própria Palavra de Deus nos relata. Cristo é chamado “Deus” e de jeito nenhum essa qualidade deve ser menosprezada. Cristo é diferente de todo o mais que pode ser imaginado ou visto na terra ou no céu. Cristo é “Deus”. Cristo é tão Deus que o próprio Pai O chamou por Deus (Heb 1:8 [Téos – O Deus Triúno Verdadeiro no grego; Sal 45:6,7[Eloím – o Deus Triuno Verdadeiro em hebraico]) e é um título que o escritor inspirado Judas concorda ao usar (Judas 25 [Téos]). Os nomes que Isaías listou em Isaías 9:6 apontam à natureza divina de Cristo pois Ele só pode preencher todos os atributos dos nomes sendo Deus. Cristo é tão Deus que também foi chamado por Jeová (Joel 2:32; Atos 2:21,36; Rom 10:9,13). Por isso o Apostolo Paulo diz em Efésios 1:21 que Cristo está “acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;” pois Cristo é “Deus”.

É uma preciosidade o fato de Cristo ser Deus e “Deus conosco”. Cristo “se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14). Cristo não é Deus conosco apenas para nos fazer companhia. O fato de Cristo estar conosco mostra a obra de Cristo. Cristo está conosco para ser o que precisamos. Precisamos de alguém como nós para estar conosco. Precisamos de alguém como nós mas que satisfaça a Deus completamente. Cristo está conosco, como nós, mas está conosco como Deus. Se Cristo não estivesse entre nós, continuaríamos separados de Deus e seus inimigos. O nome EMANUEL é usado justamente para mostrar a obra de Cristo, que é estar entre o homem e Deus, sendo o mediador (Isaías 8:8; I Tim 2:5).

Nessa qualidade de EMANUEL Cristo continua conosco (Mat.. 28:20; Atos 18:9,10; II Tim 4:22). Cristo continua sendo Deus eternamente (Rom 9:5; I Tim 3:16) e continua sendo o mediador de todos que estão confiando nEle (I João 2:1,2).

Cristo é EMANUEL para você? Você já chegou a conhecer Ele pela fé? Conhece a Sua obra como mediador pessoalmente? Use continuamente essa posição de Cristo que é tanto Deus conosco como nosso mediador.

IV. ROSA DE SAROM, E LÍRIO DOS VALES

Cantares 2:1-4

O livro de Cantares de Salomão é repleto de linguagem simbólica. As vezes difícil para se entender. Uma coisa é verdadeiramente revelada pelo livro: o amor de Cristo por Sua igreja, e o amor da igreja por Cristo. Sem estas verdades o livro torna-se sem significado e sem utilidade na Bíblia. É difícil saber quem está elogiando quem pelo livro, e em muitas passagens pode ser tanto um quanto o outro. A nossa passagem pode se referir a Cristo ou a igreja. Também podem ser os dois, veremos como Cristo é uma Rosa e um Lírio.

Primeiramente, como Cristo pode ser igual a uma flor? Quais aspectos de flor têm Cristo?

Beleza e Fragrância – Cristo é precioso para o Pai (Mat. 3:17; 17:5; João 12:28; Zacarias 11:10, Chamado “Graça”). O crente para o Senhor Jesus é lindo (Deut 32:10). O Salvador para o Cristão é formoso (Sal 90:14-17). Cristo produz no crente a fragrância do amor e obras agradáveis em um mundo de corrupção e destruição (Fil. 4:18; Rom 12:1,2).
Sensibilidade – Cristo é meigo (Isa 42:2,3; Mat. 12:20; Luc 4:18-21); sabe ouvir um coração quebrantado (Sal 51:17) sarando-o (Sal 147:3); apascenta suavemente os seus cordeirinhos (Isa 40:11; João 8:7-11; Mat. 11:28,29). Os que conhecem a sabedoria de Cristo sabem que Ele é tratável (Tiago 3:17,18; II Cor 2:7-11).
Primazia – Cristo é excelente para o Pai (Prov 8:23-30; Fil. 2:9,10). Cristo é especial para o cristão (Sal 73:23-28; 89:6) e essa primazia é o que leva o crente a abandonar os prazeres temporários proporcionados pelo pecado (Heb 11:24-27, 35-38; II Cor 12:10).
Frutífera – Assim como a função da flor é produzir a semente e o fruto, o crente é fruto de Cristo e um fruto delicioso (Gal 5:22; Prov 8:17-21).
Reprodução – Somos fruto de Cristo e natureza de fruto é que ele produz mais fruto (João 15:1-5,16; Rom 7:4; Mar 4:20; Sal 92:12-15).
Cristo é uma flor mas não uma flor qualquer. Ele é a rosa de Sarom e o lírio das vales, “o primeiro entre dez mil” (Cantares 5:10).

Especificamente Cristo é como uma rosa:

Presente no jardim – mostrando a sua humanidade. Cristo é o mais excelente entre outros, pois está entre outros e veio como homem para dentre os homens com a finalidade de conhecer os espinhos da vida. Assim como uma rosa que cresce entre o adubo orgânico produz uma flor mais fragrante, Cristo entre os pecadores foi feito pecado diante de Deus para que fosse o Salvador que satisfaz um Deus justo e santo, assim deu um doce aroma pela eternidade a aqueles que vêm a Deus por Ele (Heb 7:25)
Rosado (Cantares 5:10) – mostrando que Seu sangue será dado em sacrifício pelos pecadores (Rom 5:6-8)
Rosa de Sarom – Cristo é uma rosa rosada, fragrante e especial, pois Ele é comparado a uma rosa entre muitas outras, a de Sarom. Sarom é um lugar entre as montanhas da Palestina e do Mar Mediterrâneo que mostra a sua beleza e superioridade entre todas as flores que florescem em tais lugares verdes.
Especificamente Cristo é como um Lírio:

Branco (Cantares 5:10) – mostrando a Sua divindade, pureza e justiça (Sal 85:11; Apoc 1:13-18)

Lírio dos Vales – mostrando a Sua superioridade entre os anjos e os homens (Heb 1:2-4). Nos vales, mesmo havendo maior umidade para a planta crescer, também há mais perigos de animais e de homens, Cristo vence a todos. Em meio a perseguição, aflição, trevas e perigos, Cristo é “formoso de sítio” (Sal 48:1,2; Isa 57:15) pois em Cristo somos “absolvidos da iniquidade” (Isa 33:24).
Alegria – Assim como as flores trazem um ar de felicidade ao lugar onde estão presentes (Sal 16:11), contemplar a Cristo traz gozo (Fil. 4:8,9; Jer 15:16)
Estas são algumas das maneiras pelas quais Cristo é a Rosa de Sarom e o Lírio dos Vales. Você têm visto a beleza da Sua santidade? Têm experimentado o gozo e a alegria que vêm da justiça de Cristo? Ele é superior a todos os outros prazeres que o mundo oferece a você? Esta Flor em ti está produzindo perfume e fruto? Precisa ser adubado com mais aflições e a mão sabia do Lavrador para que dê mais fruto (Tiago 1:2-4; João 15:1,2)? Que Cristo possa ser precioso para você ao ponto que Ele também seja apreciado pelos outros ao seu redor.

GLÓRIA E UNIÃO
Zacarias 11:7-14
Nesta passagem temos duas palavras que parecem operar conjuntamente. Há outras palavras que também são assim na Bíblia (“graça e verdade” [João 1:17], “espirito e verdade” [João 4:24], “graça e paz” [II Ped 1:2]). Mesmo as profecias podendo ser interpretadas com diferentes pontos de vista tomaremos o conteúdo do capítulo em consideração. O capítulo está tratando com os impenitentes de Israel e as duas varas, Glória e União, que serão desfeitas diante da rebelião do povo. Deus tinha dado essas duas varas para o cuidado do povo, mas o povo obstinado não quis ser submisso ao que Deus deu para o seu bem. Então as varas foram quebradas para o povo não ter mais esse cuidado de Deus. As varas representam o cuidado especial que Deus têm para com o povo de Israel. Podemos entender com isso, para o nosso proveito, que a relação de comunhão entre Cristo e o Seu povo também pode ser quebrada pela desobediência. Neste contexto queremos ver o porquê as varas Graça e União são nomes adequados para Cristo.

“Graça”- A palavra graça quer dizer beleza, agrado e favor ou glória. A qualidade da pessoa de Cristo é beleza. Esta beleza é interior pois Cristo, de vista, não tinha boa aparência (Isa 53:2). O Espírito de Deus estava sobre Cristo e era a beleza do Seu ministério (Lucas 4:18,19). O Espírito de Deus é quem traz deliciosos e lindos frutos da graça também às nossas interiores (Gal 5:22). O pecado só traz destruição, medo, corrupção, contenda, ira, e morte (Sal 38:3; Isa 48:22; Rom 6:23; Gal 5:19-21). Mas, para os que estão em Cristo e obedecendo a Ele, conhecem as belezas que vêm dEle. Esses frutos de obediência são a “salvação da minha face” (Sal 42:11; 67:2 “salvação traduzida nestes casos significa prosperidade, bonança, vitória ou salvação de Deus), a saúde física e espiritual (Prov 3:8; 4:22; 16:24) e uma mente moderada (II Tim 1:7). Uma vez que o crente conhece bem essa beleza de Cristo não se satisfaz com nada menos que isso. O pecado pode nos enganar nos levando a pensar que o prazer momentâneo é duradouro mas a realidade logo vêm e ficamos desgostosos das ervas amargosas, desejando outra vez voltar a ver a “formosura do SENHOR” sobre nós (Sal 27:4; 90:17). Cristo é a graça do crente. Quanto mais se aprende de Cristo mais se pode o obedecer. Quanto mais se obedece a Cristo mais se têm a Sua formosura. Para ter essa beleza é necessário ter Cristo. Para cuidar dessa beleza é necessário obedecer a Sua Palavra. Pode-se pensar em Cristo pois Ele é puro, verdadeiro, justo, amável e de boa fama (Fil. 4:8,9). Você está tendo essa beleza de Cristo na sua vida ou a beleza de Cristo têm sido removida da sua vida pela sua desobediência?

A graça mostra não só as qualidades de Cristo e o que imputa aos que confiam e obedecem a Ele mas também a natureza da Sua obra. A obra de Cristo é graça, pois a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (João 1:14). Cristo é a graça de Deus a nós. Por Cristo vir a nós já mostra o amor de Deus em graça (João 3:16). Por Cristo obedecer a Seu Pai salvando os pecadores se vê a graça de uma maneira particular na Sua pessoa (Rom 5:8). Através da salvação Cristo torna-se o pastor das ovelhas e é pronto a dar a sua vida por elas mesmo elas não sendo sempre obedientes (João 10:11). Ele é o conforto para o crente e dá a Si mesmo para as Suas ovelhas comerem (João 6:55,63). Ele é o maná do céu, o pão da vida (João 6:32-35) e a água viva (João 4:10,11; 7:38). A Sua obra de graça se dá devido as ovelhas serem perfeitas e obedientes. Ele é a benção às ovelhas em graça. Cristo veio morrer pelas ovelhas mesmo elas sendo pecadoras (Rom 5:6-8). Isto é a graça em ação. Pela sacrifício de Cristo, as ovelhas podem entrar e sair e achar pastagens de amor, paz e gozo (João 10:9; Sal 23:2-5). Deus têm dado Cristo ao Seu povo para apascentar, interceder por Ele (Heb 7:25) mediar por ele (II Tim 2:5,6) e preparar um lugar para ele (João 14:1-3). Os que estão em Cristo podem dar graças a Deus pelo cuidado que Deus têm com a vara chamada GRAÇA pois pela graça são abençoados sobre maneira por Ele. É um pecado se os crentes desrespeitarem essa vara que Deus têm dado para o seu próprio bem. Você conhece a beleza da obra de Cristo na sua vida? Essa beleza está removida da sua consciência (II Ped 1:8,9)? Você pode retornar a ter a beleza de Cristo na sua vida pela confissão dos pecados e o deixar do pecado que quebrou tal comunhão com Deus (I João 1:9; Prov 28:13).

“União”- A palavra união quer dizer promessa séria ou significa o verbo ‘atar’. Cristo é a união que Deus têm dado ao Seu povo tanto em relação a sua pessoa quanto pelo sua obra.

Na Sua pessoa podemos ver que Cristo é a união pois está atado a Deus. Cristo é o próprio Deus (Sal 45:6,7; Heb 1:8; Isa 9:6; Judas 25), Deus conosco (Isa 7;14; Mateus 1:23), Jeová (Joel 2:28-32; Atos 2:16; 16:31) e assim é unido a Deus. Pela obra da Sua pessoa o pecador ata-se a Deus, une-se a Deus por Cristo, para todo o sempre (Efés 2:11-16; João 10:28,29; Rom 8:38,39).

A obra de Cristo também mostra que Ele é união. Pela obra de Cristo a promessa do Pai é dada ao Seu povo (Heb 9:15). A salvação por Cristo foi prometida em Gênesis 3:15 até antes da fundação do mundo (Efés 1:4). Cristo é a União entre Deus é o pecador arrependido pois Ele riscou a cédula que era contra nós, cravando-a na cruz (Col 2:14; Efés 2:13-16) não havendo mais separação. Por Cristo, o crente é atado ao Pai tanto que nunca existiu, não existe e nunca existirá quem possa nos desatar do Pai (Rom 8:38,39). Sim, somos salvos eternamente (Heb 5:9).

ando o crente despreza a obra de Cristo na sua vida, não querendo ser conforme a Sua imagem (Rom 8:29) ele produz uma quebra na comunhão com Deus que a obra de Cristo têm realizado por ele. Quando o crente recusa a seguir a Palavra de Deus como a sua única regra de vida, as promessas de bênçãos são quebradas para com ele até que o pecado seja confessado (Prov 28:13). Tanto o povo de Israel chegou a esse ponto (sem ser quebrados de Deus eternamente – Rom 11:1. A filiação não foi quebrada mas a comunhão.) quanto os crentes que insistem nas suas ações de desobediência (Mat. 18:15-18; Rom 8:35-39). Graça e a paz vos sejam multiplicadas,

pelo conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor! (II Pedro 1:2).#*

Calvin Gardner é pastor, missionário
e colaborador do eucreio.com

*Continua na próxima semana. Próximos 5 nomes de Cristo a serem abordados:

O FUNDAMENTO JÁ POSTO; VII. O SOBERANO – ACIMA DE TUDO; VIII. O CORDEIRO DE DEUS; IX. A PALAVRA DE DEUS; O VERBO; X. MARAVILHOSO
 

VI. O FUNDAMENTO JÁ POSTO – I Cor 3:11

“Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”

Quando pensamos em um “fundamento”, pensamos em algo forte, básico ou primordial. Todas destas idéias estão incluídas quando a Bíblia usa a palavra “fundamento” referindo-se a Cristo. Além destas idéias entendemos por meio do versículo acima que Cristo não é apenas forte, básico e primordial mas o único forte, básico e primordial.

Cristo é o fundamento forte pois Cristo é o único Deus sábio (Judas 25) o Deus forte (Isa 9:6) Jeová (Joel 2:32; Atos 2:21; 16:31). Por Cristo ser Deus Ele têm poder para perdoar o pecado, dar a vida e torná-la novamente (João 10:18). Por Cristo “os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho” (Mat. 11:5) e todos os que confiam nEle são salvos (Atos 16:31). Por Cristo ser o fundamento forte não é admitido qualquer outro fundamento junto dEle, nem o que é próprio da igreja (seja os seus ofícios, ordenanças ou propósito), de apostolo ou de anjo (Gal 1:8). Ele é o que está posto e ninguém pode pôr outro além dEle.

Cristo é o fundamento básico e principal. Cristo é a “Principal pedra da esquina” (Efés 2:20) da edificação que têm material de construção, os crentes são “pedras vivas”(I Ped 2:5,6). Os que crêem não são confundidos, mas os que não crêem, a pedra principal da esquina torna-se uma pedra de tropeço e rocha de escândalo (I Ped 2:7,8). Se a nossa fé está posta sobre “esta pedra” de Cristo, (Mat. 16:18) mesmo tendo obras na carne que sofrem detrimento durante o julgamento por Cristo, (II Cor 5:10) seremos salvos (I Cor 3:15) pois temos o principal.

Cristo é o primeiro fundamento porque somente por Ele se pode começar um relacionamento com Deus. Não há comunhão entre Deus e o pecador sem haver Cristo, e só Cristo, no meio. Cristo é O mediador (I Tim 2:5,6) entre Deus e o homem. É só pelo sangue de Cristo o que estava longe pode chegar perto (Efés 2:13; I Ped 1:18,19). O pecador pode ter obras, igreja, intenções, filosofias, tradição, cerimonia, boa família, mas sem Cristo tudo isso é como trapos de imundícia (Isa 64:6; Rom 7:18; Fil. 3:9; Apoc 3:17,18). Sem haver Cristo primeiramente, Deus não vê o pecador com olhos de amor e perdão (Tito 3:3-6).

Cristo é o único que agrada a Deus pois ninguém pode ir ao Pai sem Cristo (João 14:6). Cristo é o único em quem Deus se agrada (Mat. 17:5), a única porta (João 10:7), o único que é um com o Pai (João 10:30), o único nome pelo qual devemos ser salvos (Atos 4:12) e o que determina se temos a vida eterna ou se não veremos a vida (João 3:36). Cristo é o único que venceu o pecado, a lei e a morte (I Cor 15:54-57; Apoc 19:11-20:6). Por isso “ninguém pode pôr outro fundamento do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”

Você está crendo em Cristo? Não confunda a fé em Cristo com religião, boa obra ou sentimento. Tenha Cristo. Se você está em Cristo e seguro, ou se está fora de Cristo a pedra que é preciosa por Deus um dia vêm para esmagar os que não têm a sua fé posta nela (Apoc 19:13-15). Venha já e creia em Cristo como seu salvador!

VII. O SOBERANO – ACIMA DE TUDO – Efésios 1:21

“Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;”

Por Cristo ser o Filho de Deus muitos usam a lógica e pensam que Cristo é menor ou inferior ao Pai. Mas, o que o homem pensa não é a realidade. A verdade é que o próprio Deus Pai chama o Seu Filho de Deus e este nome indica um Deus Triuno (Heb 1:8; Sal 45:6,7). Cristo, mesmo sendo Filho, têm todos os atributos de Deus: santidade – Heb 4:15, eternidade – João 1:1,2; 8:58, onipotência – João 1:3; Mat. 11:27, onisciência – Mat. 27:18; João 2;25; 13:11 (a não ser o que o Pai esconde do Filho – Mat. 24:36). Cristo, de posição, é O Filho eterno, mas na qualidade de Cristo é Deus. Cristo nunca, com a Sua mente divina, achou que era errado “ser igual a Deus” (Fil. 2:6). Os que crêem na Sua Palavra não devêm pensar nada menos.

Muitos pensam, também, que pelo fato de Cristo ser feito homem Ele se tornou inferior ao Soberano Deus. É verdade que Cristo, como homem e por causa da paixão da morte, nasceu de mulher e sob a lei (Gal 4:4) para ser feito homem, uma posição um pouco inferior a que os anjos ocupam (Heb 2:9). Para que fosse o Salvador do pecador, Jesus “esvaziou-se a Si mesmo” (Fil. 27) da qualidade de Deus para também ser homem. Cristo não foi forçado a ser feito carne mas “humilhou-se a Si mesmo” (Fil. 2:8). Cristo veio ser obediente até a morte para poder ser o Salvador dos pecadores que o Pai havia dado a Ele (João 6:37; 17:2,6,9,11,24). Mas, em meio a toda a sua condescendência (rebaixamento voluntário) (João 6:38) nunca deixou Jesus de “ser igual a Deus” (Fil. 2:6; João 10:30). Cristo, na carne, nunca, em nenhuma parte, foi menos do que Deus e isso fica claro quando consideramos os seguintes feitos revelados na Palavra de Deus:

Como homem Jesus se cansou (João 4:6) mas como Deus Ele dá descanso para os que vêm a Ele (Mat. 11:28-30);
Como homem Jesus sofreu sede (João 19:28) mas como Deus Ele dá água da fonte de água que salta para a vida eterna (João 4:14);
Como homem Cristo teve fome (Mat. 4:2) mas como Deus Ele partiu os pães e saciou a fome das multidões (Mat. 14:19-21) e como Deus Cristo é o pão da vida (João 6:48).
Como homem Jesus foi tentado em tudo mas como Deus, Ele ficou “sem pecado” (Heb 4:15);
Como homem, Cristo usou um barco para se transportar de um lado do mar ao outro, mas como Deus até o vento e o mar lhe obedeceram (Mar 4:39-41) e até mesmo andou por cima do mar (Mat.. 14:25);
Como homem Cristo morreu, mas como Deus Ele ressuscitou (João 10:18) vencendo a lei, o pecado e a morte (I Cor 15:54-57).
Sem a menor duvida, Cristo, na carne e na terra, era como Ele mesmo disse, “Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

Cristo foi mesmo obediente em tudo, até a morte (Fil. 2:8) e com isto satisfez por completo o Deus Pai (Isa 53:11). Cristo foi exaltado soberanamente e posto à direita de Deus Pai nos céus (Fil. 2:9; Efés 1:20). Cristo não é limitado pelo corpo e pela posição de homem mas agora plenamente na posição de Deus e assim ACIMA DE TUDO! Ele têm uma posição de honra e glória que é difícil para a mente humana perceber no seu total. Mas não há necessidade de se preocupar: Cristo está ACIMA DE TUDO! Qualquer principado (dignidade de príncipe), ou poder (ter faculdade de ou ter possibilidade de), ou potestade (dominação, autoridade ou senhorio) ou nome é menor que Cristo (Efés 1:21). A Cristo é dada exaltação soberana “para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fil. 2:9-11). Por Cristo ser o agrado do Deus Pai em tudo, “todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Por Cristo estar ACIMA DE TUDO há a salvação de qualquer pecador! Aquele que está ACIMA DE TUDO intercede eternamente pelo seus (Heb 7:25), segurando-os Sua mão (João 10:28), com Deus Pai os aperfeiçoando até ao dia de Jesus Cristo, a obra que o próprio Pai começou (Fil. 1:6). Não há morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem potestades, nem o presente, nem o porvir, nem altura, nem profundidade, nem alguma outra criatura que pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo, o ACIMA DE TUDO (Rom 8:38,39). Por isso o crente está seguro! Os que estão naquele que está ACIMA DE TUDO têm a confiam que Deus pode “fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder (Cristo) que em nós opera” (Efés 3:20; Fil. 4:13). Por isso o crente pode ser vitorioso! Por Cristo estar ACIMA DE TUDO o crente pode ser santificado pois aquele que confessa tudo a Deus é perdoado e purificado pelo sangue de Cristo (I João 1:9; I Ped 1:18,19). Não há pecado nenhum, nem desobediência nenhuma por parte do crente que pode frustrar o proposto do ACIMA DE TUDO que veio padecer “para levar-nos a Deus” (I Ped 3:18). Por isso o crente em Cristo é confiante e feliz!

Um aviso para os que estão confiando em algo além de Cristo Jesus para a sua justiça. Deus só aceita os que vêm a Ele por Cristo (João 14:6). Ninguém satisfez a Deus da mesma forma que Cristo Jesus. Ninguém é exaltado soberanamente senão Cristo Jesus. Confiar em outro ser além de Jesus Cristo ou confiar em outro e também nEle é o mesmo que não ter a salvação que vêm de Deus, pois tudo foi sujeitado unicamente aos pés de Cristo. Unicamente Cristo está ACIMA DE TUDO.

VIII. O CORDEIRO DE DEUS

“Como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” Isaías 53:7

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29

“E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.” João 1:36

“E, olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião”, Apoc 14:1

Assim que o pecado entrou no mundo, foi necessária a morte de um inocente que agradava a Deus em favor ao verdadeiro culpado. Para cobrir a nudez que o pecado evidenciou em Adão e Eva o SENHOR Deus fez túnicas de peles, e os vestiu. Assim Deus mostrou a morte de um inocente para cobrir um culpado (Gên. 3:21). O primeiro sacrifício com animal relatado na Bíblia foi o que Abel fez oferecendo os primogênitos das suas ovelhas. O SENHOR atentou para o sacrifício do animal em contraste ao sacrifício de Cain que ofertava frutos da terra. Em Gênesis 22:7,8 há um exemplo do costume do povo de Deus que usava cordeiros em seus holocaustos, assim entende-se a profecia que Cristo seria o “Cordeiro de Deus”. Isaque acha estranho fazer um holocausto apenas com fogo e lenha então Abraão profetiza dizendo, “Deus proverá para Si o cordeiro para o holocausto”. Assim era o costume de adoração entre o povo de Deus e é visto que a única razão para o povo de Israel pedir ao Faraó permissão para sair do Egito era “para que sacrifiquemos ao SENHOR nosso Deus.” (Êx. 3:18). Um sacrifício, um inocente em lugar do culpado, é o que agradou o Senhor desde o começo, e Ele não muda (Mal 3:6). Se qualquer culpado espera ser aceito pelo eterno e santo Deus, têm que ser através do sacrifício do inocente pelo culpado. Essa é maneira que o justo Juiz ordenou.

Um sacrifício de animais mostrava seriedade nas promessas também entre os homens. Em Gênesis 31:54, para firmar em público diante de Deus e os homens o compromisso que Jacó e Labão tinham feito “ofereceu Jacó um sacrifício”. O significado do sacrifício de um animal em muito nos ensina doutrinas básicas de Deus e da salvação por Cristo. Podemos entender que a morte é necessária para pagar o pecado (Ezeq 18:20; Rom 6:23); o inocente pagará pelo culpado e Deus pode, pela maneira que Ele estipulou, ser agradado. Entendemos também que é necessária obediência perfeita para que Deus aceite o sacrifício dado (ver o exemplo de Caim, Gên. 4:2-4; Heb 11:4, e de Cristo, Fil. 2:8). Qualquer animal para o sacrifício não serve. Até mesmo o tipo, a idade e sexo do animal têm sido determinados por Deus. A maneira como o sacrifício deve ser feito e oferecido também são estipulados por Deus. O sacrifício da páscoa dá um exemplo bem claro para este estudo.

Em Êxodo 12 a páscoa foi instituída pela ordem de Deus antes mesmo do seu povo sair do Egito. As qualificações para o sacrifício eram um cordeiro, um macho, sem macula, tomado entre as ovelhas ou as cabras, de um ano de idade (Êx. 12:5). A cerimônia do sacrifício também tinha que ser observada. Para ser aceito, o cordeiro era guardado do décimo até ao décimo quatro dia, sacrificado a tarde e o seu sangue era um sinal para o Senhor não ferir ninguém na casa onde havia o seu sangue posto na porta. A sua carne deveria ser assada no fogo, com pães ázimos, e comida com ervas amargas. Nada dele deveria ser comido cru, nem cozido em água, a sua cabeça e os pés com a sua fressura. Nada podia ser deixado até o amanhecer. Os próprios participantes daquela primeira páscoa também precisavam preencher algumas qualificações. Os que comiam na páscoa tinham que estar vestidos para viajar e tinham que comer apressadamente (Êx. 12:6-11). Tudo isso o povo deveriam obedecer e tudo disso significava algo sobre Cristo e os o que seguem (Heb 1:1).

Quando João clamou, “Eis aqui o Cordeiro de Deus”, todos os tipos e símbolos tinham que ser cumpridos em Cristo. Durante a vida de Cristo, e especialmente na sua morte, a profecia de Isaías foi cumprida (Isa 53:7; Mat. 26:61-63; I Ped 2:22,23). Jesus era o sacrifício dado por Deus (João 3:16; Isa 28:16; 42:1; I Ped 2:4). Cristo era do tipo certo pois era “de Deus” tomado entre o povo (João 1:11, “o que era seu”; Mat. 26:45, “Filho do homem”) e guardado aparte até que foi “chegada a hora” certa (João 17:1). Cristo era o sacrifício de Deus sem mácula (II Cor 5:21; Heb 4:15; I Ped 2:22) e precioso diante de Deus (I Ped 1:19) como foi precioso o cordeiro de um ano. Assim como a páscoa foi sacrificada à tarde, Jesus também foi crucificado à tarde (Mat. 27:46; Mar 12:34; Luc 23:44; João 19:14) e a aspersão do seu sangue é o sinal que Deus respeita (Heb 9:14; 12:24). Quem têm o sangue de Cristo em seu coração nunca verá a morte mas já passou da morte para a vida (João 5:24; II Tess 1:10; I João 1:7). A morte de Cristo é acompanhada pela tristeza e o sofrimento da mesma maneira que a carne da páscoa era assada no fogo e comida com ervas amargas (Mat. 26:37-44, “começou a entristecer-se e a angustiar-se muito”; II Cor 7:10, “tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação). Assim como nenhuma parte da carne da páscoa deveria ficar para depois, nada do corpo de Cristo foi deixado além da hora prevista pois ressuscitou no terceiro dia (Mat. 28:1-6, “Ele não está aqui”) exatamente como foi profetizado (Mat. 16:21). Os que “comem” de Cristo pela fé (João 6:55,63; Rom 1:17, “o justo viverá da fé”) comem se preparando para peregrinar (Rom 6:4, para andar “em novidade de vida”; I Ped 2:11,12) honestamente entre os gentios até o “dia da visitação” de igual modo os Israelitas comiam a páscoa vestidos para viajar naquela mesma hora. Também há uma certa pressa para que o pecador seja salvo, não deixando para outra hora a salvação que é tão necessária (Atos 17:30; Heb 3:7-11). O crente é um peregrino mas a vinda de Cristo é iminente, pode acontecer logo, com pressa trilhe o seu destino olhando para Jesus que logo virá (Heb 12:1,2; I Tess 5:2; II Ped 3:10).

Cristo é o “Cordeiro de Deus”, a “nossa páscoa” (I Cor 5:7) em todas as maneiras. É proveitoso observarmos que Cristo cumpriu completamente todos os tipos e símbolos do sacrifício da páscoa sendo feito sacrifício por nós na sua própria pessoa (I Ped 2:24). Não foi a igreja o sacrifício, nem as suas ordenanças. Não foi uma obra de obediência por algum homem outro que é o sacrifício suficiente por nossos pecados. Tenha a plena certeza de estar confiando somente em Cristo para a salvação completa dos seus pecados pois somente Cristo agrada a Deus (João 12:28; Isa 53:11). Cristo é o Justo pelos injustos e leva para Deus os que estão nEle (I Ped 3;18). Cristo é o “Cordeiro de Deus”. Pela fé, Ele também é o seu?

IX. A PALAVRA DE DEUS; O VERBO

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 1:1
“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” João 1:14

“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida” I João 1:1
“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.” I João 5:7

“E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus.” Apoc 19:13

Somente Deus trata o homem com imensa misericórdia (Êx. 34:6,7). O homem, mesmo sendo a criação superior a toda a criação, sendo feito a imagem de Deus (Gên. 1:26; 2:7), é rebelde contra o seu Criador (Deut 31:27), pecador (I João 3:4; 5:17), de dura cerviz (Sal 78:40), de coração endurecido (Mar 8:17; Êx. 7:14) e inimigo de Deus (Rom 8:7). Mesmo Deus sendo digno de receber toda a honra, glória, e poder por ter criado todas as coisas para Ele mesmo (Apoc 4:11; Rom 11:36) o homem não quer receber o conhecimento de Deus (Rom 1:28), quer amar mais as trevas do que a Luz (João 3:19) e não quer vir a Deus (João 5:40; 12:37-41). Enquanto o homem natural tiver opção ele sempre escolherá andar guiado pelos desejos da sua carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, pois essa é a natureza do seu coração enganoso. Mesmo assim, Deus mostra ao homem a Sua misericórdia dando-lhe a chuva, o sol e as condições de sobrevivência. Se Deus trata o homem a não ser em justiça e não com sua ira isso deve-se a sua imensa misericórdia (Lam 3:22; Sal 74:10).

Deus fez mais do que cuidar das necessidades na vida passageira do homem. Deus têm Si manifestado exteriormente pela natureza (Rom 1:20) e interiormente à consciência do homem (Rom 2:14). Alem disso, Deus têm Si comunicado com o homem de maneira que Ele mesmo pode ser visto, tocado, ouvido, manuseado, testificado, conhecido (I João 1:1-3), estudado, crido e glorificado (I Tim 3:16). Deus têm feito essa comunicação ao homem pecador por misericórdia (Efés 2:4-7) através da Sua Palavra, o Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo (João 1:14).

Cristo é a comunicação real de Deus e por isso é denominado o Verbo (João 1:1) ou melhor, a Palavra de Deus (Apoc 19:13). Sendo a Palavra, Cristo é uma comunicação. O que Deus quer que o homem entenda, Ele mostra com Sua expressão ou manifestação. Cristo é a expressão pela qual Deus fala a nós (Heb 1:1-3) e Deus realmente manifesta-se completamente por Cristo (João 14:9; 17:6). Deus se comunica com o homem revela a Sua grandíssima misericórdia. Deus comunica-se com o homem pecador através do Seu Filho e revela um infinito amor e misericórdia (João 3:16, “de tal maneira”; I João 3;1, “quão grande amor”). Saiba que se Deus nos deu o que havia de mais precioso diante dEle (Prov 8:30) com o propósito de se comunicar com o homem pecador, nenhum outro meio pode ser aceito (João 14:6). Não são aceitas hoje visões, sonhos ou opiniões; nem de anjo ou de apostolo (Gal 1:8). Nada daquilo que pode ser interpretado como igual ou além da comunicação de Cristo é aceito por Deus. Deus falou-nos nestes últimos dias pelo Filho (Heb 1:1). Não há dominação, visível ou invisível, ou potestade, que existe ou possa existir, ou qualquer outra criatura que se tornou ou que pode se tornar que tomará o lugar da comunicação de Deus. Cristo está, antes de todas as coisas (Col 1:17), acima de todas as coisas (Efés 1:21) e vencedor para todo o sempre (Apoc 19:13-15). Quem despreza a Palavra que Deus têm dado, despreza verdadeiramente a Deus (João 12:47-50; 14:24). Não podemos achar que a experiência finita humana pode se igualar ou superar a Palavra do infinito Deus. Não podemos sugerir pela nossa filosofia que aquilo que os espíritos podem nos comunicar têm preeminência sobre a comunicação divina de Deus. Tudo deve se submeter à comunicação de Deus, ou a Cristo. Cristo é o Verbo dado por Deus em misericórdia. Cristo é um com Deus (I João 5:7; João 1:18, “está no seio do Pai”).

Cristo é a Palavra de Deus. Cristo, em Si, é Deus. Através dos nomes que a Bíblia dá a Jesus sabemos que Ele é a Palavra de Deus. A Jesus é dado o nome Jeová (Joel 2:32 – Atos 2:21,36; 16:31; Jer 23:5,6), Deus Forte (Isa 9:6), único Deus sábio (Judas 24), Deus bendito (Rom 9:5), Deus (Isa 45:22,23 – Fil. 2:10; Sal 45:6 – Heb 1:8), e o verdadeiro Deus (I João 5:20). Qualquer pessoa que queira se igualar a Cristo, aos patriarcas {como Moisés} ou aos profetas {como Elias} receberá do Deus Pai dura repreensão, “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-O”. Através dos atributos que a Bíblia mostra de Cristo sabemos que Ele é a Palavra de Deus. Cristo é o criador (Gên. 1:26; João 1:3; Col 1:16,17; Heb 1:2), soberano (Sal 138:2; João 3:31; Efés 1:21; Fil. 2:9-11; Col 1:17,18; “Todo-Poderoso” Apoc 1:8), eterno (Isa 9:6, “Pai da eternidade”; Heb 1:10-12; Apoc 1:8, “que é, e que era, e que há de vir”), imutável (Heb 1:12); onipresente (Mat. 28:20, “e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”) e onisciente (João 13:7; 16:30, “Agora conhecemos que sabes tudo, e não precisas de que alguém te interrogue.”; 21:17, “Senhor, tu sabes tudo” ). Todos estes atributos testificam que Cristo é Deus pois são atributos de Deus. Cristo verdadeiramente é o Verbo divino. Pelos feitos de Cristo também sabemos que Ele é divino pois alem da criação, a redenção é efetuada por Cristo (I Cor 1:30; Efés 1:7; Heb 9:12). Cristo é quem administrará o juízo no último dia, (Judas 1;15, “para fazer juízo contra todos”) pois foi profetizado do “trono de Davi e no seu reino” que Cristo virá “com juízo e com justiça” (Isa 9:7; João 8:16, “E, se na verdade julgo, o meu juízo é verdadeiro”). Ninguém, além de Deus, têm um “cetro de equidade” (Heb 1:8) e este título Deus diz é do Seu Filho. Podemos também afirmar que Cristo é a Palavra de Deus pois a adoração dada a Ele é adoração devida à divindade. Por Cristo cremos para ser salvos (Atos 16:31) e em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo devemos ser batizados (Mat. 28:19). Se Deus derramou tais bênçãos no Filho, devemos dirigir as nossas vidas por tal comunicação divina.

Deus em misericórdia têm operado com o homem. Esta misericórdia se vê em Cristo quem Deus deu em amor ao mundo. Por Cristo, Deus têm se manifestado ao mundo, agora e para sempre. Se desprezamos a Cristo em qualquer ponto, estamos desprezando a Deus. Se ignoramos um pouco a Bíblia, ou desobedecemos uma parte dela, estamos ignorando a Deus e desobedecendo a Ele.

Imagine se Deus não tivesse deixado uma comunicação para o homem saber o que Ele deseja. O homem seria refém da sua própria mente limitada e do seu coração enganoso. Superstições correriam livremente e a criação de filosofias diversas sobre o divino e como agradá-lo nunca teriam fim. Medo, temor e ignorância seriam normal. Se Deus não nos tivesse dado a Sua comunicação. Mas Deus deu-nos a Sua comunicação. Ela é clara, cheia de amor, graça e verdade. A comunicação de Deus para com o homem é Cristo Jesus, o Filho de Deus. Quem não se submete à esta comunicação responderá a Deus. Submeta a sua vida à Palavra de Deus.

X. MARAVILHOSO

Isaías 9:6, “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso…”

A palavra “Maravilhoso” em hebraico significa extraordinário, surpreendente, difícil de entender, admirável ou até assombroso quando consideradas as ações de julgamento e redenção em relação a Cristo. A profecia de Isaías descreve Cristo como sendo as mil maravilhas, ou seja, primoroso e excelente.

Assim são as qualidades de Cristo. Essa qualidade de Cristo ser maravilhoso pode ser vista através das experiências daqueles que já se encontraram com Ele na sua glória. Quando Deus falava com seu povo por meio de visões ou de sonhos ou até mesmo verbalmente, o efeito era assombroso. Moisés “encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êx. 3:6). Ezequiel caiu sobre o seu rosto (Eze 1:28). Daniel não tinha mais força e caiu sobre o seu rosto “num profundo sono” e depois pode se levantar tremendo (Dan 10:8-19). Assim descreveu Habacuque sua reação ao se deparar com a glória de Deus, “ouvindo-o eu, o meu ventre se comoveu, à sua voz tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus osso, e estremeci dentro de mim” (Hab. 3:16). Cristo é Deus, porque as mesmas reações foram relatados na Bíblia na presença da glória de Cristo. Quando os servidores que foram mandados para prender a Jesus voltaram com as mãos vazias eles se desculparam dizendo, “Nunca homem algum falou assim como este homem” (João 7:46). A fascinação que Cristo exercia os impressionou grandiosamente. A qualidade que Cristo têm de ser admirável provocou uma mulher dentre a multidão levantar a sua voz e dizer, “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste” (Luc 11:27). Cristo era maravilhoso para ela. Quando Paulo encontrou a Cristo pessoalmente ele caiu em terra e tremeu atônito ao ponto de ficar cego a partir dai ficou três dias sem ver, sem comer e sem beber (Atos 9:3-9). Cristo era maravilhoso para ele. A reação de falar com Jesus era tanto quanto o próprio Deus Pai, pois Cristo é a Palavra de Deus e assim, maravilhoso. Quando João viu a Jesus extraordinariamente ele caiu como morto aos Seus pés (Apoc 1:13-17). Também foi assim com aqueles que vieram com Judas Iscariotes para prender a Jesus (João 18:5,6). Até ao morrer, Cristo foi maravilhoso. O centurião que estava presente na crucificação de Cristo ficou surpreendido com o prodígio da majestade de Cristo pois Marcos 15:39 diz, “E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.” A assombrosa qualidade de Cristo foi maravilhosamente destacada neste centurião. Se a Bíblia revela que os casos verídicos de encontros com o maravilhoso Deus provocaram tais reações, podemos saber que qualquer pessoa que ‘encontra’ a Jesus hoje também terá as mesmas reações pois Cristo não deixou de ser maravilhoso. Cristo não mudou (Heb 13:8). É verdade que Satanás é um enganador e pode até se transformar em anjo de luz (II Cor 11:14) mas em nada se compara a Cristo Maravilhoso. Se você testemunha conhecer a Cristo pessoalmente como seu Salvador, não é necessário um encontro como estes mencionados, mas uma coisa é certa, “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (II Cor 5:17). Como é o testemunho da sua vida? Conhece este Cristo maravilhoso? Precisa se encontrar com o Salvador maravilhoso? Ele disse, “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28). E venha pela fé, já.

As obras de Cristo também mostram que Ele é maravilhoso. João Batista na prisão precisava de uma confirmação. Ele pediu que dois dos seus discípulos trouxessem um testemunho da autenticidade de Cristo. Jesus enviou estes dois para dizerem o que tinham visto e ouvido: “que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho. E bem-aventurado é aquele que em Mim se não escandalizar.” (Luc 7:22,23). Os milagres de Cristo falaram alto de sua qualidade de ser maravilhoso. De certo, João deixou de ter dúvidas. As obras de Cristo mostraram nitidamente que Ele era digno de admiração, Nicodemos procurou a Jesus “porque ninguém pode fazer estes sinais … se Deus não for com ele.” (João 3:2). As obras de Cristo eram maravilhosas porque eram obras de Seu Pai (João 4:34; 5:19; 9:4). A obra de Cristo têm sido feita na sua vida? A sua vida está sendo um testemunho da grandeza que Cristo? Não é possível andar na carne habitualmente e ter o Maravilhoso Cristo em seu coração. *

Calvin Gardner é pastor, missionário
e colaborador do eucreio.com

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