Boa, agradável e perfeita vontade – Bárbara Rebouças

Boa, agradável e perfeita vontade

Lembro-me do frescor dos dias pueris, quando o tempo de menina levava-me a enxergar tudo cintilante, período este em que parecia não haver decadência moral tão pouco falsidade. Isso porque tudo a minha volta era cercado de inocência. Eu e meus muitos brinquedos em festa contínua. Os únicos sons fortes ouvidos vinham da sala ao ressoar das gargalhadas contagiantes, cujos protagonistas eram eu e meus irmãos a correr entusiasmados para ver quem assumia a liderança do primeiro gol.

Ali, naquele lugar de sonhos reais, a casa dos nossos pais, sequer cogitávamos que algum dia veríamos sorrisos imersos em traições sociais. A explicação deve-se ao fato de termos crescido em um lar simples no âmbito financeiro, porém superdimensionado no contexto honestidade pra toda vida. Meus pais permanentemente diziam em tom solene: “Filhos, sejam sempre corretos em tudo que fizerem e falarem, tenham conduta digna onde e com quem estiverem. Nunca tratem o próximo como algo, ao contrário, respeitem e valorizem as pessoas”.

No entanto, hoje, num mundo onde pessoas são descartáveis como coisas, qualquer expectativa em pessoas, que não passe pelo filtro da direção de Deus, corre o risco de ser frustrada. Por isso, de modo tão glorioso, o Espírito Santo de Deus nos chama para nos firmarmos em fundamentos que nunca se sujeitarão aos modismos corrosivos, nem jamais serão movidos as manipulações medíocres e que em tempo algum passarão: o Rei Jesus, sua Palavra verdadeira, seu caráter santo, seu amor incondicional, seu poder inabalável, sua supremacia eterna, sua glória incomparável, seu Reino de justiça.

As situações trágicas referentes as condutas dissimuladas, do lado de cá, no âmbito desse mundo, têm prazo para findar.  Para Deus, o que é errado continua sendo errado mesmo que milhares estejam concordando e praticando, todos os dias. O mundo emerge nas transgressões, a perder de vista, mas Deus continua santo e não tolera hipocrisia. Na verdade, as únicas coisas que em nenhuma circunstância sucumbirão são as que provêm dEle, feitas por Ele e para Ele em sua incorruptível santidade.

O que Deus realmente quer de nós? Que sejamos santos, puros de coração, ocupados por pensamentos e atitudes que o glorifiquem, porque este é o caráter dEle. Se assim não fizermos, com desejo real de mudança, ao buscá-lo agora mesmo, em tempo algum teremos unidade com o Senhor. Boa, agradável e perfeita é a vontade de Cristo para quem deleita-se em dizer não a tudo que afasta-nos da verdade celestial.

A direção do Criador deve ser a voz a bradar sobre nós, o ensinamento claro e a concepção mais translúcida do nosso existir. Se aquilo que detectamos dentro da gente não condiz com a vontade do céu, é porque a visão pessoal encontra-se embaçada, debruçada no eu, tendo os ouvidos fechados para a voz do Grande Eu Sou. Ninguém é perfeito, todos sabemos, mas Deus é. Acaso o Senhor Jesus chamaria você e a mim para segui-lo e não proveria Sua graça para conduzir nossos passos em direção a ele? De modo algum. O que importa é querer conhecê-lo, sem cessar, como o único alvo e foco de vida. Rendidos ao Senhor, tudo em nós deixará de ser carnal. Cristo, a genuína presença indissociável, que é eterna, sempre foi e sempre será está voltando! De que lado estamos?

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12: 2

Bárbara Rebouças

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