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A lei da semeadura – Bárbara Rebouças

A lei da semeadura

A cronologia existencial é baseada diretamente na lei da semeadura. Não há como fugir dessa realidade determinante. O processo do plantio leva em conta quais espécies de grãos, bons ou maus, são lançados na terra da vida. O período da colheita não é opcional, ao contrário, obrigatoriamente virá e, com ele, a devida aquisição de tudo que foi regado enquanto existimos.

O chocante nesse contexto, embora seja realístico, recai na errônea ideia de impunidade, no aparente viver isento das diretas consequências, como se o todo histórico praticado por nós fosse anulado aos olhos de Deus, porém do Rei Jesus ninguém será tomado por inocente, nada é oculto para o criador, a quem iremos tratar no grande dia do acerto de contas final.

Precisamos aprender, em definitivo, que nossa relação com Deus está intimamente associada também com a convivência exercida entre as pessoas. Afinal, o mandamento do amor é bidirecional: a Deus e ao próximo. Não podemos defraudar emocionalmente, negar ajuda, enganar, manipular, denegrir, atacar, ser ríspido ou abusar de Deus, pois ele é inatingível. Mas podemos fazer tudo isso contra o outro e, quando nossa atitude é intencional para produzir o prejuízo a terceiros estamos evidenciado ao Altíssimo Deus quão maus podemos ser o que, por si só, reforça o incalculável distanciamento para com o Senhor Jesus.

Nunca foi essa a vontade divina para conosco. Ao contrário, Deus nos formou para que vivamos em valorização mútua, independentemente da classe social ou nível de escolaridade, pois ninguém é superior a quem quer que seja. Não é lícito sobrepujar alguém por considerar-se “acima” devido o cargo hierárquico ocupado ou ser ríspido a fim de mostrar ser detentor de força, a ponto de sentir repugnante satisfação em humilhar aquele que é tido como “menor”.

O Criador do universo, Deus soberano todo poderoso, único possuidor de autoridade, não trata-nos como deveríamos, até porque não somos dignos sequer de pronunciar o santo Nome do Rei Jesus, contudo, o Pai Celestial decidiu nos amar. A prova irrefutável, que não muda, é Cristo assumir a morte de cruz em nosso lugar, carregando nossas misérias, para que tivéssemos acesso a graça redentora, sem a qual prosseguiríamos todos imersos na perdição eterna.

É neste contexto que não podemos, sob qualquer possibilidade, macular nosso próximo. Toda e qualquer tentativa neste sentido remonta a lei do retorno. Estejamos atentos ao exemplo perfeito do filho de Deus, mesmo puro, coberto de glória, assentado à destra de Deus, nos revela Sua inigualável humildade. Ele é o exemplo totalitário de simplicidade, embora seja Rei dos reis e Senhor dos senhores. Voltemos a Cristo enquanto é possível, ouçamos Sua fiel voz enquanto temos a oportunidade de sermos moldados por ele.

“Que ninguém, nesta matéria, oprima nem defraude a seu irmão, porque o Senhor faz justiça de todas estas coisas, como já antes vo-lo temos dito e asseverado. Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Por conseguinte, desprezar estes preceitos é desprezar não a um homem, mas a Deus, que nos deu o seu Espírito Santo”. 1 Tessalonicenses 4:6-8

Bárbara Rebouças

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