A importância do comportamento dos Pais na Família Cristã – Adriana Fonte


A Importância do Comportamento dos Pais na Família Cristã

Antes de entrar neste assunto, não podemos deixar de abordar algumas questões: O que seria o verdadeiro amor?

Há uma grande diferença entre amor verdadeiro x amor pregado pelo mundo, dentre estes, temos três modelos praticamente:

* Paixão: Obsessão, idéia fixa sobre alguma coisa, geralmente é coisa passageira. Na Bíblia temos o exemplo de Amnom, que dizia-se “apaixonado” e “estar doente”, por sua irmã Tamar. E depois de tê-la, teve horror a ela (II Sm 13:1-15);
* Amor Carnal: Aquele amor do rapaz pela moça, por ser formosa a vista, bonitinha, graciosa, mas quanto a isso a Bíblia nos dá uma advertência: (Pv 31:30);
* O amor Cristão: Este quem nos descreve é Paulo (I Co 13:4-7) e que deve ser a base do e para um casamento.

O casamento Cristão deve se basear no amor cristão, pois deve durar para toda a vida. Assim devemos procurar alguém para construir nossa vida, que possa ser nosso(a) companheiro na alegria e na tristeza; na saúde e na doença; na riqueza e na pobreza. E não somente num momento de euforia ou entusiasmo ou por apenas uma beleza exterior.

Este amor deve estar baseado em I Co 13:4-7, como nos escreve Paulo. E abundar em compreensão, união, cumplicidade, perdão. Pois isto que os pequeninos estarão vendo e refletindo em suas famílias no dia de amanhã.

Também é inadmissível, entre Cristãos aceitarmos o comentário: acabou o amor! “Deus é amor” (I Jo 4:16): “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê (I Jo 4:20).”

Quando Deus criou a Terra, nos deixou registrado que “Não era bom que o homem estivesse só” (Gn 2:18). A solução para esse problema da solidão do homem, foi fazer uma “adjutora” que estivesse como diante dele (Gn 2:18). Temos que compreender a amplitude desta palavra e importância dela.

Em Gn 2:24, o Senhor ordenou “Deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e serão ambos uma só carne”. Ou seja, o Pai e a Mãe são a base geradora da família, tanto em termos biológicos, quanto espiritualmente e de caráter. Através da união entre o homem e a mulher, a ponto de se tornarem uma só carne, é que se fortalecem os laços da família.

No plano divino, a família tem seu princípio na união do casal, ampliada na união com os filhos. Estes aparecem em 4º lugar, de maneira implícita, porém muito clara e não menos importante. Pois será através deles que a Obra de Deus será multiplicada (Gn 1:22).

Na família, o caráter da criança é formado principalmente através da observação do comportamento dos pais, muito mais do que as palavras. “Ensina a criança NO caminho em que deva andar e até tarde não se desviará dele” (Pv 22:6) – grifo meu.

Conhecendo a origem e finalidade da família, podemos entender que esta se situa num plano muito mais alto em relação a todas as instituições humanas. “Porque se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? (I Tm 3:5)”. Ao contrário daquilo que o mundo de hoje tem pregado.

Para comprovar isto, veja o teor da introdução das instruções que foram dadas a Moisés, antecedendo os dez mandamentos: “Estes, pois, são os mandamentos, o Senhor vosso Deus para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir; Para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Ouve pois, ó Israel, e atenta que os guardes, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o Senhor Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel (Dt 6:1-3)”.

O homem foi criado para adorar a Deus, dominar a Terra e multiplicar a criação de Deus. Isso se dá principalmente pelos filhos que “são herança do Senhor” (Sl 127:3). Daí a importância da observação e cumprimento da Palavra de Deus pelo Casal na Terra, e posteriormente como Pai e Mãe. Pois seus filhos, estarão observando os seus “testemunhos”, muito mais que as suas palavras. E é isso que Deus espera de cada um de nós.

Que o Espírito Santo de Deus, possa falar mais alto em cada coração, fazendo com que cada um reflita sobre a importância do bom cumprimento de seu papel como testemunha de Cristo, para o bem da igreja e da sociedade de forma geral.

Graça e Paz

Miss.Adriana Fonte

Facebook Comentarios

Check Also

Inabalável confiança – Bárbara Rebouças

Inabalável confiança Há um remédio curador, bálsamo imprescindível, fonte inesgotável que nos concede o caminho …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *