Mensagens Evangélicas de Reflexão

A importância da mulher na família – Adriana Fonte

 

A Importância da mulher na família

A família é uma instituição divina, que infelizmente tem sido vista como obsoleta, criticada, desvalorizada, de forma geral pela sociedade.
E pior de tudo, atualmente vemos a busca de substituições, novas formas de convivência social, diferentes das estabelecidas por Deus na criação do Universo.
A família cristã precisa estar preparada para desenvolver seu papel, tanto na igreja, como na sociedade, sem receios e frustrações. Para tanto, torna-se absolutamente necessária aplicação e divulgação dos ensinamentos sagrados, com sabedoria e orientação do Divino Espírito Santo de Deus.
A criação do mundo, embora transcenda a capacidade de compreensão do ser humano, Deus quando criou o mundo, em sua expressão gloriosa, integrado pelas três pessoas da Trindade (Eloin – Gn 1:1), nos deixou registradas duas sensações: “viu Deus que tudo quanto tinha feito era bom (Gn 1:31)” e a outra foi justamente que “não é bom que o homem esteja só (Gn 2:18)”.
Como solução do problema da solidão do homem, foi criada a mulher (Gn 2:18), dando surgimento à família. Ou seja, no plano de Deus a família tem seu princípio na união do casal (Gn 2:24), ampliada posteriormente na união, com os filhos (Gn 1:22). E justamente através da união do homem e da mulher, a ponto de se tornarem um só, que é estabelecido e os alicerces da construção da família.
Embora a figura da mulher tenha sido criada por causa do homem, como nos diz a Bíblia (I Co 11:9), esta teria responsabilidades e direitos igualmente importantes.
Ao contrário do que se pensou por muito tempo, a figura da mulher não é puramente materno (Gn 3:16), mas também tem a função de esposa (Ct 4:9), companheira (Pv 18:22), amiga (Pv 12:4), adjutora (Gn 2:18), tão necessária e importante para a sustentação e manutenção da família, designada por Deus.

“Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne (Gn 2:24)”.

Talvez ainda se possa modificar alguma coisa que o homem tenha criado. Mas aquilo que Deus criou não tem como, pois gera conseqüências, geralmente negativas, para o próprio ser humano. A família, sendo de origem Divina, precisa ser honrada e respeitada nos seus padrões originais, considerando o papel de cada um, dentro desta instituição.
Regimes totalitários, matriarcais, patriarcais, filhos separados dos pais em tenra idade e muitas vezes com suas educações “terceirizadas” pela escola ou sociedade, ao invés da figura da materna no lar. A degradação de costumes, uniões ilícitas, adultérios, prostituições, a desvalorização crescente da mulher, pela mídia, televisão e inclusive por ela própria. São situações que tem sido acatadas pela sociedade como formas “modernas” de uniões contribuíram para abalar crescentemente a constituição da família, gerando uma decadência gradativa, atingindo proporções assustadoras.

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12:2)”.

O primeiro lar feito por Deus, era maravilhoso. Antes da queda, havia amor, paz, união, saúde, alegria, harmonia, cumplicidade, felicidade e principalmente comunhão com Deus.

“E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada (Gn 2:23)”.

Após a queda, a mulher conheceu mudanças negativas, pois a dor da concepção foi multiplicada; a maternidade passou a ser angustiante; o homem recebeu autoridade a mais sobre a mulher (Gn 3:16).
A entrada do pecado no mundo significou desordem, exigiu da mulher uma autoridade coercitiva, que fora conferido ao homem (Ef 5:22-25; I Tm 2:11-14), mas para ser usado com amor, carinho, cuidado e respeito.

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5:25)”.

Um artigo cita que “o mundo tem demonstrado ser um lugar inseguro para as mulheres, tanto em tempos de guerra como de paz. A estatística mundial estima que 7 de cada 10 mulheres são assassinadas por seus companheiros afetivos. Cada vez mais mulheres entre 15 e 44 anos de idade morrem por violência de gênero, mais do que por câncer, acidentes de tráfico ou malária, indica o folheto da Anistia Internacional”.

O que é mais alarmante é saber que dentro desta estatística, encontramos também famílias que se “dizem evangélicas”. Não é raro obtermos esse comentário em gabinetes de Aconselhamento Cristão, Consultórios Psicológicos Cristãos e Delegacias de Mulheres.
Geralmente o caso começa com uma leve agressão, a mulher perdoa, então esta agressão vai aumentando, torna-se mais comum e em alguns casos já levou até a morte.
O que aconselhamos, geralmente, é chamar o marido (seja este evangélico ou não) para uma conversa “informal” de gabinete, tentar evangelizar, trabalhar conscientização, caso nada obtenha resultado, “citar” que haverá necessidade de denúncia caso isso volte a ocorrer e as conseqüências (que hoje vão até de 3 a 5 anos de prisão). Na tentativa de diminuir os incidentes e zelar pela família, já que o “agressor” percebe que agora há uma testemunha, caso isso volte a ocorrer, podendo lhe trazer complicações.

“Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama (Ef 5:28)”.

Segundo a Bíblia, a mulher foi retirada dos ossos de Adão e de sua carne (Gn 2:21-22), lhe foi dada para viver ao seu lado, na luta pela sobrevivência do dia-a-dia.
Deus sabia que a vida do homem seria uma luta constante (Gn 2:18); desse modo, precisaria de uma companheira para amenizar a dureza da vida, que conseqüentemente tornou-se mais difícil depois da queda. E foi da mulher que Deus fez nascer a Salvação da humanidade (Lc 1:31-32).

“Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações (I Pe 3:7)”.

Não há dúvida que um casal, ajuntado de acordo com a vontade e os mandamentos de Deus, ao lado de seus filhos, pode servir ao Senhor muito melhor, do que cada um isoladamente. Têm maridos que simplesmente abandonam suas esposas e lares para se dedicarem a igreja, mas Deus não se agrada disso (I Tm 3:5), desde a origem ambos foram criados para caminharem juntos na Obra.

“No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher (I Co 11:11)”.

A vida familiar é bem complexa e não há espaço para divisões. Há muitas tarefas a serem executadas. Um esposo bem ajustado à sua esposa, espiritual e humanamente, só tem a ganhar em termos de resultados domésticos, materiais e espirituais.

“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho (Ec 4:9)”.

Muitos negligenciam a importância da família e do tratamento das mulheres, mas a Bíblia nos relata várias passagens e conseqüências que isso pode trazer.

“Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão. E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança”.(Ml 2:13-14)

Que Deus coloque mais amor no coração da humanidade e que cada um, consciente de seu papel e suas diferenças, possa servir com mais perfeição a Deus.

Graça e Paz,

Miss.Adriana Fonte

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